Inverno: como preservar a hidratação e o viço da pele nos dias mais frios
Banhos quentes podem comprometer a saúde da pele e favorecer o ressecamento, em uma época em que o clima já contribui para a perda de hidratação
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O frio voltou a ganhar força em Belo Horizonte com a atuação de uma massa de ar seco. A Defesa Civil da capital emitiu alertas para baixa temperatura e baixa umidade do ar. A expectativa é de que, até segunda-feira (13), a umidade relativa do ar chegue a cerca de 30% no período da tarde, aumentando o desconforto típico da estação e exigindo cuidados extras com a hidratação do organismo e da pele.
Com as temperaturas mais baixas, também aumenta a vontade de tomar banhos quentes e demorados. Embora tragam sensação de conforto, eles podem comprometer a saúde da pele e favorecer o ressecamento, justamente em uma época em que o clima já contribui para a perda de hidratação.
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Segundo o dermatologista Lucas Miranda, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a água muito quente remove parte da camada de lipídios responsável por proteger naturalmente a pele. "Essa barreira reduz a perda de água e preserva a hidratação. Quando ela é comprometida, a pele perde mais umidade, ficando áspera, opaca, sensível e com maior tendência à descamação e à coceira", explica.
O especialista ressalta que o problema tende a ser mais intenso durante o inverno, especialmente para pessoas com dermatite atópica, psoríase ou pele naturalmente seca.
A recomendação é que a água do banho fique entre 37°C e 38°C, temperatura próxima à do corpo. Acima de 40°C, o calor intensifica a remoção da proteção natural da pele, favorecendo o ressecamento e a perda do viço.
Cinco cuidados para proteger a pele durante o banho
Embora seja difícil abrir mão da água quente nos dias frios, alguns hábitos ajudam a minimizar os danos. O primeiro deles é controlar a temperatura da água, mantendo-a morna. Outro cuidado importante é reduzir o tempo de banho para, no máximo, dez minutos. Quanto maior a exposição ao calor, maior a perda dos lipídios que formam a barreira de proteção da pele.
A escolha do sabonete também faz diferença. Lucas Miranda orienta dar preferência aos produtos suaves, especialmente os chamados syndets, que limpam sem agredir tanto a pele. Além disso, o sabonete deve ser aplicado principalmente nas áreas de maior transpiração, como axilas, pés e região íntima, sem necessidade de ensaboar todo o corpo diariamente.
O dermatologista também recomenda evitar buchas e esfoliações frequentes durante o inverno. O atrito provocado por esses produtos pode agravar o ressecamento e comprometer ainda mais a barreira cutânea.
O especialista destaca aquele que considera o cuidado mais importante: hidratar a pele logo após o banho. "Depois de secar a pele delicadamente, apenas pressionando a toalha, o ideal é aplicar o hidratante enquanto a pele ainda está levemente úmida. Esse hábito ajuda a reter água na camada superficial da pele, fortalece a barreira cutânea e preserva a maciez e o viço", orienta.
Hidratação começa logo após o banho
O momento imediatamente após o banho é considerado o mais indicado para potencializar a ação dos hidratantes. Produtos com ingredientes como ceramidas, glicerina, ácido hialurônico, pantenol e ureia em baixas concentrações ajudam a restaurar a barreira de proteção da pele e reduzem a perda de água.
Além dos cuidados com cosméticos, manter uma boa ingestão de água ao longo do dia e, quando necessário, utilizar umidificadores de ar são medidas que ajudam a enfrentar os efeitos do clima seco.
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"Vale lembrar que o protetor solar não deve ser deixado de lado durante o inverno, já que a radiação ultravioleta continua presente e contribui para o envelhecimento precoce da pele."