O erro que pode barrar seu pet no avião
Regras rigorosas de peso, caixas e até exames começados meses antes podem arruinar a viagem das férias; veja o detalhe que você não pode esquecer
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Quem pretende viajar nas férias com o pet deve se planejar para garantir a ele conforto e segurança durante o trajeto. No transporte aéreo, por exemplo, é importante saber as regras da companhia escolhida. "Cada empresa possui normas específicas de acordo com a espécie, o porte, a raça e a idade do animal.
Por isso, é fundamental consultar as informações no site da companhia antes da viagem", orienta Denise Terenzi, coordenadora do curso de Medicina Veterinária da Estácio BH. De acordo com a médica veterinária, geralmente cães e gatos de pequeno porte (a soma do peso do animal ao da caixa de transporte deve ter entre 7 e 10 kg) podem viajar na cabine. Já animais de médio e grande porte (peso acima de 10 kg) devem ser transportados no compartimento de cargas pressurizada.
Os pets devem ser acomodados em caixas de transporte (kennel) adequadas às exigências das companhias aéreas, que seguem as diretrizes da Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata).
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“No site da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) é possível consultar as dimensões exigidas por cada companhia. A caixa deve ser resistente, possuir aberturas para a ventilação, trava de segurança e espaço suficiente para que o animal permaneça em pé e consiga girar 360 graus. Recomendo forrá-la com tapete higiênico para absorver urina e outras secreções. A lei brasileira garante o embarque gratuito e irrestrito de cães-guia e cães-ouvintes na cabine do avião. Em relação aos animais de suporte emocional, cada companhia adota regras específicas. Ambos os três não precisam ser levados na caixa”, esclarece a especialista.
Na cabine, o kennel deve ficar sob o assento à frente do tutor. No porão da aeronave, obrigatoriamente a caixa deve ser rígida e conter compartimento para água e alimento, acessíveis pelo lado externo. “Após o desembarque, o tutor deve retirar o animal no setor de cargas vivas, procurar acalmá-lo, oferecer água e alimento e fazer um breve passeio nas imediações do aeroporto", recomenda.
Para reduzir o estresse dentro do compartimento, a veterinária sugere que a adaptação comece cerca de 15 dias antes da viagem. “Coloque petiscos dentro da caixa para criar uma associação positiva. Aos poucos, aumente o tempo de permanência do animal no interior dela, mantendo a porta destravada durante esse processo", ilustra.
Seja qual for o meio de transporte, Denise Terenzi frisa que a consulta veterinária antes da viagem é indispensável. “Além de avaliar o estado de saúde do pet, o profissional poderá orientar sobre medidas para reduzir a ansiedade durante o percurso", afirma.
Documentação necessária
Em voos nacionais, é necessário apresentar a carteira de vacinação atualizada e um atestado de saúde emitido por um médico veterinário até 10 dias antes da viagem.
Para viagens internacionais, o atestado deve conter os dados do tutor, raça, nome, idade, origem e pedigree (se houver) do animal, e também ser emitido com 10 dias de antecedência ao embarque. “Além disso, é obrigatória a apresentação do comprovante de vacinação antirrábica, exigida para animais a partir de três meses de idade, e do Certificado Veterinário Internacional (CVI), emitido eletronicamente pela Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro)”, explica Denise Terenzi.
Países considerados livres da raiva, como os integrantes da União Europeia e os Estados Unidos, exigem exame sorológico. "Dependendo do país, o processo deve ser iniciado com pelo menos 180 dias de antecedência, uma vez que a sorologia deve ser realizada com 90 dias após a vacinação para verificar a concentração de anticorpos antirrábicos. Alguns países exigem ainda outros tipos de exames/medicações, como algumas vermifugações para o Reino Unido. O ideal é consultar previamente a Embaixada ou o Consulado do país de destino para confirmar todas as exigências", recomenda a veterinária.
Outro ponto de atenção, segundo a médica veterinária, é observar as conexões de voos: “Na Europa, por exemplo, o animal pode ficar no máximo quatro horas no compartimento de carga viva”.
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Para quem viaja frequentemente com seu pet, uma alternativa é o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos. “Diferentemente do CVI, que precisa ser emitido a cada viagem, o documento tem validade permanente para deslocamentos em território nacional e para países do Mercosul, além de Brunei, Colômbia, Gâmbia e Taiwan. A emissão é feita pela Vigiagro para animais identificados por microchip, com prazo de até 30 dias úteis após a apresentação da documentação necessária.”