Brasileiros menores de 40 desenvolvem doenças crônicas mais cedo
Diabetes saltou de 5,5% para 12,9% em 18 anos; sedentarismo, açúcares e falta de sono transformam rotina contemporânea em risco à saúde
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Em 2026, o diagnóstico de hipertensão, diabetes tipo 2 e colesterol alto deixou de ser uma preocupação exclusiva de pessoas mais velhas. Cada vez mais jovens e adultos com menos de 40 anos recebem notícias semelhantes em consultórios médicos. A principal causa está ligada ao estilo de vida contemporâneo: uma dieta rica em açúcares, gorduras e sódio, combinada com a falta de atividade física regular, o estresse crônico e a má qualidade do sono, cria o ambiente perfeito para o surgimento precoce dessas condições.
Essa tendência é confirmada por dados alarmantes. Segundo o Vigitel 2025, divulgado pelo Ministério da Saúde, o número de adultos brasileiros com diabetes aumentou 135% entre 2006 e 2024, passando de 5,5% para 12,9%. No mesmo período, a hipertensão cresceu 31% e a obesidade 118%.
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A prevenção depende, em grande parte, de escolhas diárias. Entenda quais são as principais doenças que estão afetando os mais jovens e o que fazer para evitá-las.
1. Hipertensão arterial
Conhecida como pressão alta, ocorre quando a força do sangue contra as paredes das artérias é consistentemente muito alta. A condição é um fator de risco para infartos e derrames.
Para manter a pressão sob controle, siga estas dicas:
reduza o consumo de sal e alimentos ultraprocessados;
pratique ao menos 150 minutos de atividade física moderada por semana, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS);
mantenha um peso corporal saudável;
gerencie os níveis de estresse com técnicas de relaxamento ou hobbies.
2. Diabetes tipo 2
Essa doença acontece quando o corpo se torna resistente à insulina ou não produz o suficiente para regular o nível de açúcar no sangue. O excesso de peso e o sedentarismo são seus principais gatilhos.
Veja como diminuir o risco:
limite a ingestão de açúcares e carboidratos refinados;
aumente o consumo de fibras, presentes em frutas, vegetais e grãos integrais;
combine exercícios aeróbicos com musculação para melhorar a sensibilidade à insulina.
3. Colesterol alto
O acúmulo de colesterol LDL (o "ruim") nas artérias pode levar à formação de placas que obstruem o fluxo sanguíneo. O problema, chamado de dislipidemia, geralmente não apresenta sintomas.
Para controlar os níveis de colesterol:
priorize gorduras boas, como as do azeite, abacate e castanhas;
evite gorduras trans, comuns em produtos industrializados e frituras;
consuma alimentos ricos em fibras solúveis, como aveia e feijão.
4. Doenças cardíacas
Problemas como o infarto e a insuficiência cardíaca são, muitas vezes, uma consequência direta da hipertensão, diabetes e colesterol alto não controlados ao longo do tempo.
A proteção do coração começa com atitudes simples:
não fume e limite o consumo de bebidas alcoólicas;
faça exames de rotina para monitorar a saúde cardiovascular;
trate adequadamente qualquer condição de saúde já existente.
5. Esteatose hepática
Popularmente conhecida como gordura no fígado, a esteatose hepática não alcoólica está diretamente ligada à obesidade e a distúrbios metabólicos, podendo evoluir para quadros mais graves como a cirrose.
Para um fígado saudável, é fundamental:
adotar uma dieta balanceada, evitando o excesso de açúcares e gorduras;
controlar o peso corporal de forma consistente;
incluir a prática regular de exercícios na sua rotina.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.