O segredo para comer os doces de São João sem arruinar a saúde bucal
Você não precisa abrir mão das receitas tradicionais, mas existe um fator mais prejudicial do que o próprio açúcar que você deve evitar
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As festas de São João são marcadas por comidas típicas que fazem sucesso entre crianças e adultos, principalmente os doces tradicionais, como paçoca, pé de moleque, cocada, maçã do amor e arroz-doce. Apesar de saborosos, o consumo frequente desses alimentos pode aumentar o risco de lesões de cárie nas mais diferentes idades, seja criança, adolescente ou adulto.
Segundo a dentista Camila Coelho, coordenadora acadêmica da Faculdade Anhanguera, a cárie está diretamente relacionada ao consumo frequente de açúcares e à falta de remoção adequada do biofilme dental por meio da escovação. Essa combinação favorece a produção de ácidos pelas bactérias da boca, aumentando o risco de desenvolvimento da doença.
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“Os doces típicos das festas juninas costumam ter grande quantidade de açúcar e, em alguns casos, textura mais pegajosa, o que facilita o acúmulo de resíduos nos dentes”, explica a dentista.
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Confira alguns cuidados para aproveitar as comemorações sem prejudicar a saúde bucal:
- Evite consumo frequente ao longo do dia: beliscar doces várias vezes ao dia aumenta o tempo de exposição dos dentes ao açúcar, favorecendo a ação das bactérias na boca.
- Atenção aos alimentos mais pegajosos: doces como pé de moleque, cocada e maçã do amor podem aderir aos dentes com mais facilidade, dificultando a limpeza natural da boca.
- Mantenha a escovação em dia: a higiene bucal após o consumo de doces é essencial para remover resíduos e evitar o surgimento de lesões de cárie e inflamações gengivais.
- Não esqueça do fio dental: o fio dental ajuda a limpar regiões onde restos de alimentos costumam ficar acumulados, principalmente após consumir alimentos mais açucarados.
- Moderação é importante: a especialista reforça que não é necessário deixar de consumir os doces típicos, mas o excesso merece atenção, principalmente entre crianças. “O problema não está apenas no doce em si, mas na frequência do consumo e na falta de higiene adequada após as refeições”, destaca.