compartilhe
SIGA
Para além das complicações físicas, a decisão de alterar o corpo envolve expectativas, pressões sociais e uma complexa relação com a autoimagem que precisa de atenção.
Muitas vezes, a busca por uma cirurgia não nasce de um simples desejo de mudança, mas de um quadro de Transtorno Dismórfico Corporal (TDC). Pessoas com essa condição possuem uma percepção distorcida da própria aparência, focando de maneira obsessiva em defeitos que, para outros, são mínimos ou até inexistentes.
Leia Mais
Cirurgia plástica entre adolescentes aumentou 141% em 5 anos; veja risco
Cinco dicas para evitar uma reversão cirúrgica após procedimento estético
Nesses casos, o bisturi não corrige a raiz do problema. O procedimento pode até alterar a característica física indesejada, mas a insatisfação tende a persistir ou simplesmente migrar para outra parte do corpo. Isso cria um ciclo vicioso de novas cirurgias e frustração contínua, pois a questão central é emocional, não estética.
As redes sociais intensificam esse cenário. Filtros e imagens editadas criam um ideal de perfeição inatingível, alimentando expectativas irreais sobre os resultados de uma intervenção cirúrgica. A comparação constante pode minar a autoestima e impulsionar decisões baseadas em padrões que não correspondem à realidade.
O que avaliar antes da cirurgia?
A decisão de se submeter a uma cirurgia plástica deve ser acompanhada por uma autoavaliação sincera e, se possível, por um acompanhamento profissional. Antes de seguir em frente, é fundamental refletir sobre alguns pontos para garantir que a escolha seja consciente e saudável.
Motivação real: questione se a decisão é sua ou influenciada por pressões externas, como parceiros ou tendências de redes sociais. O objetivo é se sentir bem consigo mesmo ou agradar a terceiros?
Expectativas alinhadas: compreenda que a cirurgia oferece melhorias, não perfeição. Converse abertamente com o cirurgião sobre os resultados possíveis e os riscos envolvidos para evitar frustrações futuras.
Momento emocional: evite tomar a decisão em períodos de grande vulnerabilidade, como após um término de relacionamento, perda de emprego ou luto. Emoções intensas podem distorcer o julgamento.
Saúde mental em primeiro lugar: um acompanhamento psicológico antes do procedimento é fundamental e, em muitas clínicas, já é um protocolo obrigatório. Ele ajuda a entender as motivações, alinhar expectativas e preparar o paciente para as mudanças físicas e emocionais do pós-operatório.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.