Por que esperar o frio chegar para se vacinar é um erro grave
Seu corpo leva semanas para reagir e o vírus sofre mutações constantes para te enganar; descubra o prazo limite para garantir proteção antes do pico de doenças
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Com o avanço dos casos de doenças respiratórias e a aproximação do inverno, profissionais de saúde reforçam um alerta: antecipar a vacinação contra a gripe pode evitar complicações graves e hospitalizações.
O vírus Influenza segue entre as principais causas de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no país, com maior incidência nos grupos mais vulneráveis: idosos, crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, pessoas com doenças crônicas, como diabetes, asma e cardiopatias e profissionais de saúde.
Belo Horizonte está entre as cidades com nível de atividade classificado como alerta, risco ou alto risco para SRAG, e a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) decretou, no dia 10 de abril, situação de emergência para doenças respiratórias - movimento que acompanha o padrão sazonal, mas reforça a necessidade de prevenção imediata.
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Segundo Hairton Guimarães, farmacêutico da Drogaria Araujo, a gripe vai além de um quadro simples. “Não se trata de uma doença localizada, como o resfriado. A Influenza provoca uma resposta sistêmica no organismo e evolui rapidamente. Ao mesmo tempo em que o corpo tenta reagir, o vírus sofre mutações constantes para escapar do sistema imunológico”, explica.
A estratégia é clara: agir antes do pico. “O organismo leva, em média, de duas a três semanas para desenvolver proteção adequada após a vacina. Ou seja, esperar o frio chegar é perder tempo precioso. Vacinar agora é garantir que o corpo esteja preparado quando a circulação do vírus atingir o auge”, afirma Isabel Dias, gerente técnica da Araujo.
Sintomas iniciais como febre, cansaço e coriza podem evoluir rapidamente para quadros mais graves, como pneumonia. Hairton Guimarães destaca ainda que os impactos da gripe vão além do sistema respiratório. “A resposta inflamatória provocada pelo vírus pode desestabilizar condições pré-existentes. Há evidências de aumento do risco de eventos cardiovasculares, como infarto, nos dias seguintes à infecção”, alerta.
Vacina atualizada
Com foco nas cepas de maior circulação - H1N1, H3N2 e B/Victoria -, a vacina contra a gripe foi atualizada para refletir o cenário epidemiológico atual. O Sistema Único de Saúde (SUS) já iniciou a vacinação para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, idosos, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, entre outros. A vacina disponível é trivalente - inclui cepa de Influenza A (H3N2) - variante K, Influenza A (H1N1) e Influenza B.
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Na rede particular a vacina Influenza é quadrivalente - com maior concentração de antígenos. Outro aliado importante é a vacina pneumocócica 20, que protege contra vinte tipos diferentes de bactérias que causam pneumonia, frequentemente associada a complicações respiratórias graves, especialmente em idosos e crianças.