Fertilização in vitro amplia chances de gravidez para casais de mulheres
Segundo ginecologista, método pode triplicar as taxas de sucesso em comparação à inseminação artificial; há a escolha de qual parceira irá ceder o óvulo
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A busca pela maternidade tem ganhado novos caminhos com o avanço das técnicas de reprodução assistida, especialmente entre casais homoafetivos femininos. De acordo com Alfonso Massaguer, ginecologista, obstetra e diretor da Clínica Mãe, a fertilização in vitro (FIV) tem se destacado como a principal escolha nesses casos por oferecer taxas de sucesso significativamente mais altas.
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“A fertilização in vitro é hoje uma das formas mais eficazes de maximizar as chances de um sêmen se transformar em uma gestação bem-sucedida. Em comparação, a inseminação artificial apresenta uma taxa de gravidez em torno de 20%, enquanto a FIV pode atingir resultados três a quatro vezes superiores”, explica o especialista.
Na inseminação artificial, o sêmen doado é inserido diretamente no útero da paciente durante o período ovulatório. Apesar de ser um procedimento mais simples, ele apresenta limitações importantes, como a menor taxa de sucesso e a necessidade de múltiplas tentativas — o que pode elevar os custos ao longo do tempo.
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Já na fertilização in vitro, os óvulos são coletados e fertilizados em laboratório antes da transferência do embrião para o útero. Esse método permite, inclusive, uma possibilidade exclusiva para casais homoafetivos femininos: a escolha de qual parceira irá ceder o óvulo e qual será responsável pela gestação.
“Diferentemente de casais heterossexuais, em que naturalmente se define quem gestará, casais homoafetivos femininos podem participar de forma mais ativa na decisão do processo, o que torna a experiência ainda mais personalizada”, destaca Alfonso.
O tratamento segue etapas bem definidas e costuma durar, em média, de 40 a 45 dias. Inicialmente, é realizado o estímulo ovariano para a coleta dos óvulos. Após essa fase, ocorre a fertilização e, posteriormente, a transferência do embrião — que pode acontecer no mesmo ciclo ou, como é mais comum atualmente, após o congelamento para um momento em que o útero esteja mais preparado.
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Antes de iniciar o processo, é fundamental que ambas as mulheres passem por uma avaliação clínica completa. “Realizamos um verdadeiro checape, que inclui exames hormonais, ultrassonografia, sorologias obrigatórias, além da análise do histórico familiar e da saúde geral. O objetivo é garantir uma gestação segura e aumentar as chances de sucesso”, reforça.
Segundo o especialista, esse preparo prévio é essencial não apenas para facilitar a concepção, mas também para evitar complicações futuras. “Identificar e tratar qualquer condição antes da gravidez é sempre mais simples e seguro. Nosso foco é proporcionar uma gestação saudável desde o início”, conclui.
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Com o avanço da medicina reprodutiva, técnicas como a fertilização in vitro têm permitido que cada vez mais mulheres realizem o sonho da maternidade de forma planejada, segura e com altas taxas de sucesso.