'PORTA DO CÉU'

O hype da Rocinha: como uma laje se tornou o cenário mais famoso do Rio

Com a força da trend de vídeos feitos por drones, a maior comunidade do Brasil vira um fenômeno digital que atrai milhares de turistas do mundo inteiro

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Por uma porta na parede, o visitante entra e percorre os poucos metros da laje até se sentar em uma cadeira velha de ferros, coberta por fios de telefone e espuma. Nesse momento, o drone que registra a cena se afasta e descortina a favela da Rocinha e todo o seu esplendor ao som da música Baianá. O que começa como um plano fechado, em um rosto sorridente, termina em uma explosão visual de cores, tijolos aparentes e o azul profundo do mar de São Conrado ao fundo.

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Este é o vídeo que você provavelmente já viu no seu feed. Em 2026, a Rocinha não é apenas a maior comunidade do Brasil; ela é a laje de favela mais famosa — e filmada — do mundo. O fenômeno que transformou lajes particulares em sets de cinema começou de forma orgânica. Entre 2021 e 2022, moradores e guias locais perceberam que a tecnologia dos drones de última geração podia oferecer algo que nenhuma câmera de celular conseguia: uma visão geral da maior favela da América Latina.

A "Porta do Céu", idealizada por moradores como Jonas Brasil, foi o marco zero. Uma moldura de porta instalada no limite de um terraço que, vista pelo ângulo certo, parece levar o turista diretamente para o abismo urbano e a beleza natural do Rio. O sucesso foi imediato. O que era um passatempo de fim de semana tornou-se um negócio estruturado que hoje atrai influencers, celebridades e turistas comuns do mundo inteiro.

Com é a experiência



Imagine subir pelas vielas sinuosas da maior favela da América Latina, sentindo o pulsar vibrante da comunidade, e chegar a um ponto onde o Rio de Janeiro se revela em toda a sua glória: praias douradas, montanhas imponentes e o oceano infinito ao fundo. Essa é a experiência de visitar a laje mais famosa do Rio, a "Porta do Céu" na Rocinha, um local que transcende o comum e se transforma em um portal para aventuras inesquecíveis. Inspirado no reel viral do Instagram que mostra um visitante coreano deslumbrado com imagens capturadas por drone, vamos mergulhar nessa jornada que mistura adrenalina, cultura e vistas de tirar o fôlego.

A Rocinha, encravada entre os morros de São Conrado e Gávea, na Zona Sul do Rio, não é apenas um aglomerado de casas coloridas e histórias resilientes – é um ecossistema vivo que atrai turistas do mundo inteiro. O reel em questão, postado pela conta @tour_rocinha, captura exatamente isso: um turista da Coreia do Sul, com os olhos brilhando de emoção, enquanto um drone sobrevoa as lajes elevadas, revelando o complexo labiríntico da favela em um vídeo de 43 segundos que já acumulou mais de 86 mil curtidas. A legenda "Foi um prazer te conhecer! Diretamente da Coreia para viver essa emoção nas alturas!" resume o espírito: uma conexão global que transforma uma simples visita em uma memória eterna.

Ao chegar à "Porta do Céu", você se depara com uma laje que parece suspensa no ar, oferecendo uma vista panorâmica de 360 graus. Turistas se reúnem ali, muitos vindos de Portugal, Israel ou até da Nova Zelândia, esperando sua vez para posar em cadeiras ou simplesmente admirar o horizonte. O grande atrativo? Os vídeos com drone, que viralizaram nas redes sociais. Pilotos locais, treinados pela comunidade, operam os equipamentos para capturar você no centro da cena, com a favela se estendendo como um tapete vivo abaixo e ícones como o Pão de Açúcar e o Dois Irmãos ao fundo. É como se você estivesse voando, sentindo o vento carioca e a energia da Rocinha – uma mistura de funk tocando ao longe, cheiro de comida de rua e risadas de moradores que transformaram sua realidade em oportunidade.

Geração de empregos



Mas o tour vai além da laje. Um passeio guiado pela Rocinha revela camadas profundas: ruas estreitas cheias de arte de rua, projetos sociais que empoderam jovens, e o dia a dia de uma comunidade que gera empregos para mais de 120 monitores e 10 pilotos de drone. Você pode provar um açaí autêntico, visitar ateliês de artesanato ou até dançar ao som de samba improvisado. O influenciador Ruan Juliet descreve como uma laje comum se tornou um hub econômico, beneficiando mototaxistas, fotógrafos e o comércio local. É turismo comunitário no seu melhor, onde o visitante não é apenas espectador, mas parte da transformação – filas de até duas horas mostram o quanto isso pegou fogo!



E o que dizer da sensação? Como no reel, é "emoção nas alturas". Javier, um turista argentino, chamou de "incomparável e cheia de cultura". Você sai dali não só com um vídeo viral no celular (custando entre R$150 e R$250, dependendo do pacote), mas com uma perspectiva renovada sobre o Rio – uma cidade que pulsa além dos cartões-postais tradicionais.

Como planejar seu tour

Para viver essa aventura, comece pelo básico: pegue o metrô até a estação São Conrado (Linha 4), saída A – é o ponto de encontro padrão para a maioria dos tours. De lá, um mototáxi ou van comunitária te leva ao topo da favela por cerca de R$5 a R$10. Recomendo agendar um tour guiado com agências como Favela Walking Tour ou Favela da Rocinha Tour, que oferecem pacotes de 2 a 4 horas por R$ 150 a R$ 250, incluindo transporte interno, guia local (muitos falam inglês, espanhol ou até italiano) e a opção de vídeo com drone. Empresas como GetYourGuide ou TripAdvisor facilitam a reserva online. Vá de manhã para evitar filas longas e leve protetor solar – as alturas são ensolaradas!

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