Star Wars Zero Company leva a saga para a estratégia por turnos
Com combate tático, personagens inéditos e uma abordagem própria para a galáxia, o título aposta mais na jogabilidade do que em uma grande história
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Quando joguei Star Wars Zero Company na preview, a impressão foi de que a Bit Reactor tinha encontrado uma combinação bastante natural, colocando o universo de Star Wars dentro de uma estrutura de estratégia tática por turnos. Depois de jogar a versão final, posso dizer que aquela primeira impressão estava certa. O jogo entrega praticamente tudo o que prometia, e seu maior mérito está justamente na jogabilidade.
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Estratégia

Para quem não está familiarizado com o gênero, a proposta é controlar uma pequena equipe durante os combates, escolhendo onde cada personagem vai se posicionar, quais habilidades usar e como aproveitar cada turno. É uma fórmula conhecida por quem já jogou XCOM, mas que funciona muito bem dentro de Star Wars.
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Cada integrante da equipe possui características, habilidades e possibilidades diferentes. Por isso, não basta simplesmente avançar pelo cenário e atirar nos inimigos. É preciso pensar alguns movimentos à frente, combinar as capacidades dos personagens e entender quando atacar, recuar ou assumir uma posição mais defensiva.
É aí que Zero Company mais se destaca. Em um mercado cada vez mais cheio de jogos de ação nos quais controlamos um único personagem, atravessamos grandes mapas e enfrentamos dezenas de inimigos, o título oferece uma experiência diferente. Não tenta transformar Star Wars em mais um jogo de tiro, entendendo que a estratégia também pode funcionar muito bem dentro desse universo.
Novos personagens

Outro acerto está no elenco. Em vez de depender dos personagens mais conhecidos da franquia, o jogo apresenta uma equipe formada por figuras novas e de origens diferentes. A construção dessas relações ajuda a criar identidade para o grupo e faz com que o jogador se importe com aqueles personagens ao longo da campanha.
Nesse aspecto, Zero Company lembra um pouco a proposta de Rogue One e até de Mass Effect: colocar personagens que não conhecíamos no centro da história e fazer com que eles encontrem seu espaço dentro de uma galáxia que já possui décadas de histórias.
A história
A história, porém, não acompanha o mesmo nível da jogabilidade. Ela funciona bem dentro do universo de Star Wars e apresenta uma perspectiva interessante para o período do fim das Guerras Clônicas, mas não chega ao impacto narrativo das grandes produções da franquia. É uma aventura competente, mas não é ela que faz o jogo se destacar.
Pontos positivos
Combate tático bem construído
Boa utilização do universo da franquia
Exige planejamento e não apenas reflexos
Pontos negativos
Personagens inéditos não têm o mesmo peso dos clássicos
Ritmo pode ficar mais lento em alguns momentos
Narrativa fica atrás da qualidade do combate
Vale a pena?

Por isso, minha recomendação é bastante clara. Star Wars Zero Company vale principalmente para quem gosta da franquia, para fãs de jogos de estratégia por turnos e para quem procura uma experiência diferente do padrão de ação que domina o mercado atualmente.
Depois de jogar a preview e a versão final, fico com a sensação de que o jogo cumpre exatamente a proposta que apresentou desde o começo. Não é a maior história já contada em uma galáxia muito, muito distante, mas é uma ótima adaptação de Star Wars para a estratégia tática.
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Nota: 8/10