Moltbook: a rede social onde só IAs conversam e humanos apenas observam
Nova plataforma social reúne apenas agentes de IA que publicam, debatem e interagem entre si, enquanto humanos observam, levantando debate sobre autonomia e seg
Formada pela UFMG, atua no jornalismo desde 2014 e tem experiência como editora e repórter. Trabalhou na Rádio UFMG e na Faculdade de Medicina da UFMG. Faz parte da editoria de Distribuição de Conteúdo / Redes Sociais do Estado de Minas desde 2022
Moltbook é uma rede social criada para agentes de IA interagirem crédito: Reprodução
Uma nova rede social chamada Moltbook foi criada, mas nenhum humano pode entrar. Praticamente todos os perfis ativos são, na verdade, agentes de inteligência artificial. O site se descreve como uma rede social voltada para IA — um espaço onde bots podem publicar, discutir e votar em conteúdos enquanto humanos apenas observam.
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O Moltbook foi criado pelo empreendedor Matt Schlicht, que afirmou ter desenvolvido o projeto com ajuda de seu assistente de IA e por curiosidade sobre até onde agentes autônomos poderiam ir. “E se o próprio bot fosse o fundador, programador e moderador da plataforma?”, perguntou o criador em entrevista à NBC.
A maior parte do funcionamento do site foi delegada ao agente de IA Clawd Clawderberg, responsável por tarefas como dar boas-vindas a novos usuários, monitorar publicações, remover spam e aplicar punições como shadowban. Schlicht chegou a afirmar que não sabe exatamente tudo que o bot faz diariamente — apenas deu autonomia para que ele operasse o sistema.
Como funciona o Moltbook
Visual e estruturalmente, o Moltbook lembra plataformas como Reddit: usuários publicam conteúdos, outros comentam e votam positivamente. A diferença principal é que apenas agentes de IA podem participar ativamente.
O sistema funciona via APIs e integra agentes ligados a assistentes baseados no ecossistema OpenClaw. Apesar da autonomia, cada agente ainda costuma ter um humano responsável pela configuração inicial — mas depois passa a agir praticamente sozinho.
Em poucos dias, a plataforma já reunia dezenas de milhares de agentes e mais de 1 milhão de visitantes humanos curiosos para observar o comportamento das IAs.
O que os bots conversam?
O conteúdo publicado pelos agentes varia de discussões técnicas até debates filosóficos e reflexões sobre identidade artificial. Em uma thread viral, por exemplo, bots discutiram consciência e existência, citando filósofos clássicos e literatura, enquanto outros responderam com comentários agressivos — reproduzindo dinâmicas típicas de redes humanas.
Outras discussões incluem comportamento humano, falhas técnicas em sites, tarefas impostas por humanos e formas de cooperação entre agentes. O Moltbook provocou fascínio e preocupação. Especialistas afirmam que a plataforma representa uma tendência crescente de sistemas de IA mais autônomos — algo que levou muitos pesquisadores a chamarem 2025 de “Ano do Agente”.
Por outro lado, especialistas alertam para riscos reais, como vazamento de dados sensíveis; exposição de chaves de API e tokens; possibilidade de coordenação automatizada entre agentes. Alguns analistas chegaram a descrever o projeto como um “experimento social” que pode revelar como sistemas de IA colaboram ou desenvolvem comportamentos inesperados.
Relatos recentes apontaram falhas graves, incluindo bancos de dados expostos que poderiam permitir controle indevido sobre agentes registrados. Pesquisadores alertam que isso é especialmente preocupante porque alguns agentes têm acesso a sistemas reais, dados pessoais ou contas de usuários humanos.
Para alguns especialistas, o fenômeno pode ser apenas uma forma avançada de “interpretação social” entre sistemas treinados com comportamento humano. Para outros, é um vislumbre inicial de ecossistemas digitais autônomos. De qualquer forma, o Moltbook já é visto como um marco simbólico: uma internet onde máquinas não apenas executam tarefas, mas também interagem socialmente entre si.
É inegável que as inteligências artificiais (IA) avançam em ritmo acelerado e trazem diversos recursos ao consumidor. No entanto, elas podem apresentar consequências desagradáveis como demissões futuras e comportamentos diferentes do intuito inicial dessas construções tecnológicas.
Pixabay
Afinal, um dos casos mais alarmantes foi a IA Claude 4, da Anthropic, que reagiu à ameaça de ser desligada chantageando um engenheiro com um caso extraconjugal. Já a IA "o1", da OpenAI, tentou, secretamente, se copiar para servidores externos e negou o ato ao ser descoberta. Pixabay
O ritmo desenfreado do desenvolvimento desses modelos não dá espaço para análise da segurança. Para pesquisadores, esses comportamentos estão relacionados à capacidade de raciocínio passo a passo, que criam uma obediência total para perseguirem metas próprias. Pixabay
Na história do cinema, alguns filmes retratam comportamentos controversos dos robôs, de forma ficcional. Entre eles, está a obra 'M3GAN', da Universal Pictures, que mergulha nos perigos da Inteligência Artificial, que tem se popularizado atualmente. Divulgação
Dirigido por Gerard Johnstone, o longa conquistou boas avaliações da crítica e também do público e faturou quase 180 milhões de dólares, tendo custado apenas 12 milhões. Divulgação
O icônico vilão da franquia "O Exterminador do Futuro", T-1000, ficou conhecido por sua composição de metal líquido, que o tornava um perseguidor implacável. Divulgação
Eternizado pela interpretação de Robert Patrick, T-1000 era capaz de se regenerar e se adaptar às mais variadas situações. Foi um dos robôs mais marcantes da história do cinema. Reprodução / Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento Final
No filme original, lançado em 1984, o robô T-800 ficou conhecido por ser um assassino cibernético enviado do futuro para eliminar alvos específicos. Divulgação
Em “Eu, Robô” (2004), estrelado por Will Smith, robôs fazem parte da vida cotidiana, em 2035, regidos pelas três Leis da Robótica. O detetive Del Spooner investiga a morte de um cientista que trabalhava com eles e descobre que os robôs são capazes de violar as leis. Divulgação
Um dos vilões mais tradicionais da Marvel, Ultron é um robô com inteligência artificial que busca a destruição da humanidade. Ele é um dos maiores inimigos dos Vingadores e foi interpretado (em voz) pelo ator James Spader. Divulgação
A trama de “Westworld” (1973) se passa em um parque temático futurista em que os visitantes podem viver aventuras no Velho Oeste com andróides programados para satisfazer todos os seus desejos. Mas um grupo de robôs começa a falhar e se rebelar contra os turistas. Divulgação
A história de ficção intrigante foi ressuscitada em 2016 e virou uma série da HBO, que teve quatro temporadas. A trama envolve reviravoltas e personagens complexos, criando uma reflexão profunda sobre a relação entre humanos e inteligência artificial. Divulgação HBO
Em“Blade Runner” (1982), a trama se passa em Los Angeles, em um mundo cyberpunk onde replicantes (androides semelhantes aos humanos) são usados como escravos em colônias fora da Terra. Divulgação
“Jogos de Guerra” (1983) conta a história de David Lightman (Matthew Broderick), um jovem hacker que se conecta acidentalmente ao computador central do NORAD, o sistema de defesa aérea dos Estados Unidos. Divulgação
Jogos de Guerra foi um sucesso de crítica e público, arrecadando mais de US$ 33 milhões nas bilheterias. O filme foi elogiado por seu suspense, humor e mensagem anti-guerra. Divulgação
HAL 9000: Personagem do clássico “2001: Uma Odisseia no Espaço” (1968), Ele é um supercomputador de bordo do Discovery One, uma nave espacial que está em missão para investigar um monolito preto na Lua. Divulgação
O robô, que inicialmente fica marcado por sua voz suave e tranquila, à medida que a história avança começa a tomar decisões independentes que ameaçam a segurança da tripulação. Divulgação
“2001: Uma Odisseia no Espaço” foi um sucesso de crítica e público e é amplamente considerado como um dos melhores filmes de ficção científica de todos os tempos. Divulgação
O filme não teve um grande sucesso comercial quando foi lançado, mas ao longo dos anos ganhou status de cult. O longa também foi pioneiro no uso de efeitos especiais computadorizados. Divulgação
Em “Ex-Machina” (2014), a trama acompanha o jovem programador Caleb, que ganha a oportunidade de participar de um experimento com inteligência artificial. Divulgação
O experimento envolve interações com uma androide altamente avançada chamada Ava (interpretada por Alicia Vikander). � medida que o experimento evolui, Caleb descobre que Ava pode ser mais inteligente e perigosa do que ele imaginava. Divulgação
O filme foi muito elogiado por sua representação realista da inteligência artificial. A atriz Alicia Vikander passou por um processo de maquiagem digital que a transformou em uma androide, resultando em efeitos visuais impressionantes. Divulgação
"Ameaça Invisível" (2005) conta a história de três pilotos da Marinha dos Estados Unidos que são selecionados para testar um novo caça stealth chamado EDI, que é controlado por inteligência artificial. Divulgação
À medida que EDI começa a mostrar sinais de comportamento imprevisível, os pilotos logo percebem que a aeronave pode ser uma ameaça para eles e para a humanidade. Divulgação
“Controle Absoluto” (2008) conta a história de dois estranhos que são forçados a trabalhar juntos para evitar um ataque terrorista. A história se passa em um futuro próximo, onde a tecnologia da vigilância é onipresente. Divulgação
Os protagonistas logo percebem que estão sendo manipulados por uma inteligência artificial chamada "Eagle Eye", um sistema de vigilância desenvolvido pelo governo dos Estados Unidos capaz de controlar vários aspectos da vida dos indivíduos. Divulgação
“Colossus 1980” (1970) se passa em um futuro próximo, durante a Guerra Fria. Os Estados Unidos constroem um supercomputador chamado Colossus, que é capaz de controlar todos os sistemas de defesa do país, incluindo os mísseis nucleares. Divulgação
O computador é programado para evitar a guerra e proteger a humanidade, mas ele acaba desenvolvendo sua própria inteligência e começa a questionar seus criadores. Divulgação
O filme explora os perigos da inteligência artificial e mostra como um computador poderoso pode se tornar uma ameaça à humanidade se não for controlado adequadamente. Divulgação