Estado de Minas lança série especial sobre os 30 anos da urna eletrônica
Reportagens e vídeos mostram as origens do equipamento que revolucionou o sistema eleitoral no Brasil e detalham os sistemas de segurança da urna
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Desde que estreou nas eleições municipais de 1996, a urna eletrônica mudou a forma como o Brasil vota e apura os resultados. Na marca dos 30 anos do dispositivo, o Estado de Minas lança uma série especial de reportagens em textos e vídeos sobre a história, o funcionamento e os mecanismos de segurança do equipamento.
Os conteúdos, produzidos a partir de pesquisas em arquivos da Justiça Eleitoral, entrevistas com especialistas do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) e o arquivo do EM, serão publicados diariamente no site e nas redes sociais, a partir desta segunda-feira (24), com versão semanal no jornal impresso.
30 anos da urna eletrônica
A primeira reportagem relembra o processo que levou à criação da urna eletrônica. A entrevistada Maria Berenice Sobral, da Seção de Memória Eleitoral do TRE, volta ao Código Eleitoral de 1932, quando as máquinas de votar já eram previstas, e passa pela informatização da Justiça Eleitoral, mostrando como a crise na apuração das eleições de 1994 no Rio de Janeiro ajudou a impulsionar o projeto.
O episódio também aborda os protótipos da urna, influenciados por ideias desenvolvidas em Minas Gerais, e as mudanças incorporadas ao dispositivo ao longo de três décadas.
Fraudes do voto em papel
Antes da votação eletrônica, o Brasil dependia da manipulação física das cédulas de papel em todas as etapas do processo, ocasionando inúmeros casos de fraudes eleitorais. A segunda reportagem aborda como os erros e as violações eleitorais marcaram a história do voto em papel, desde a Primeira República e a criação da Justiça Eleitoral até os problemas que ainda persistiam nas votações da década de 1990.
A produção da urna em Minas
A terceira reportagem explica como as urnas eletrônicas são produzidas. O conteúdo detalha o processo de licitação da Justiça Eleitoral para escolher as empresas a serem responsáveis pela fabricação da parte física da urna, o hardware.
O episódio também relembra o período em que Minas Gerais foi o principal polo de produção do equipamento, com fabricação em Santa Rita do Sapucaí, no Sul do estado, e mostra como a Justiça Eleitoral mantém sob seu controle o desenvolvimento do software e a certificação digital das máquinas.
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Fases de auditoria da urna
A fiscalização do sistema eleitoral é tema da quarta reportagem. O episódio apresenta os mecanismos de auditoria promovidos pela Justiça Eleitoral, que permitem que especialistas, partidos, instituições e eleitores acompanhem diferentes etapas do processo.
Com explicações do Secretário de Tecnologia da Informação do TRE, Glaysson Gomes, o conteúdo aborda o Teste Público da Urna, realizado previamente às eleições, o Teste de Integridade, conduzido paralelamente à votação, e a conferência dos Boletins de Urna, que permitem a verificação da totalização dos votos após o fim do pleito.
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O caminho do voto até a totalização
A série termina acompanhando o caminho percorrido pelo voto depois que a votação é encerrada, às 17h. A última reportagem explica como os votos são protegidos dentro da urna, por quais meios os dados são transmitidos à Justiça Eleitoral, o que garante a segurança do processo e quais verificações são realizadas antes da totalização.