DIVINÓPOLIS

Quem é a influenciadora mineira que despertou o interesse de Lula

Com 20 anos e mais de 1,5 milhão de seguidores, a influenciadora e estudante de Direito critica as fake news e defende maior engajamento dos jovens na política

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Convidada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para se filiar ao Partido dos Trabalhadores (PT), a influenciadora digital Ana Elisa desponta como pré-candidata a deputada federal nas eleições de 2026. De Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, ela soma 900 mil seguidores no Instagram e outros 600 mil no TikTok.

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Com apenas 20 anos, Ana Elisa atende a um perfil mirado pelo PT em busca de renovação e de dar uma nova cara à legenda. Estudante de Direito, há cerca de um ano ela viu os perfis nas redes sociais crescerem com a publicação de vídeos "react", que são conteúdos de reação, opinião e comentários com base em vídeos de terceiros.

Ela se destaca principalmente por produzir conteúdos com análises políticas e combate à desinformação, com críticas diretas à direita. Além disso, utiliza uma linguagem direta, acessível e jovem.

A primeira filiação de Ana Elisa a um partido político ocorreu no ano passado, ao PV, partido da conterrânea deputada estadual e pré-candidata a federal Lohanna França, a convite da vereadora de Divinópolis Kell Silva. Já neste ano, as negociações para se filiar ao PT começaram com lideranças locais e regionais, dentre elas o vereador Vítor Costa e também a secretária nacional do PT.

O convite para concretizar a mudança veio durante visita de Lula a Betim, na região metropolitana, no dia 20 de março. Na semana passada, houve a oficialização.

Vivência em movimentos políticos

Ana Elisa cresceu acompanhando a rotina da mãe, professora e atuante em movimentos sindicais. Desde cedo, teve contato com debates políticos. Ao falar sobre política, Ana Elisa defende o envolvimento ativo da população.

"Acho que todo mundo é político. Acho que as pessoas não têm para onde fugir. Muita gente fala: 'ah, eu não gosto de política'. Eu gosto muito até de uma fala que o Lula diz: 'Basicamente, não interessa se você gosta de política, você vai ser governado por quem gosta'. E eu gosto de estar ativa. Eu gosto de ser responsável pelas coisas que eu faço, que eu falo. Eu gosto de ter um dedo no que deu certo ou pode ser alguma coisa que tenha dado errado também. Mas é de responsabilidade mesmo."

A política faz parte da vida de Ana Elisa desde a infância, e ela afirma que nunca considerou disputar uma vaga na Câmara Municipal de Divinópolis. Segundo ela, sua atuação sempre teve um alcance mais amplo, o que influenciou diretamente sua decisão. Ao mesmo tempo, diz-se surpresa por ter a chance de iniciar a vida pública no Congresso Nacional.

"Você fica pensando: vou começar minha primeira pré-candidatura já assim?" Mas, mesmo com esse impacto, a possibilidade de ser vereadora nunca passou pela minha cabeça.

Ana Elisa avalia de forma positiva a busca do Partido dos Trabalhadores por jovens lideranças. Para ela, é uma estratégia necessária do PT para ocupar um espaço bem explorado pelos adversários.

"A gente está vendo os outros partidos com lideranças jovens, até por conta da atuação nas redes sociais também, que hoje é importante para a política institucional. A política precisa chegar às pessoas para além da TV Câmara e da TV Senado. Muita gente não se interessa porque não entende o que está acontecendo (...) O jovem se interessa por aquilo que o cativa. Se a gente consegue mostrar que política não é algo distante ou complicado, ele passa a se envolver mais."

Críticas ao cenário político atual

Ana Elisa também chama atenção para o aumento do discurso de ódio no debate público. Segundo ela, o ambiente político atual prioriza conflitos em vez de soluções. Ao citar Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, a jovem critica o que define como "caça às bruxas" nas redes sociais, onde o debate muitas vezes se limita a acusações.

Ela também aponta a disseminação de fake news como um dos principais desafios da política atual. "Combater fake news é muito difícil, porque elas são simples e rápidas de espalhar. Já a verdade exige mais tempo e explicação", afirma. Ela ainda atribui ao campo da direita a responsabilidade pela maior disseminação desse tipo de conteúdo.

"Não estou falando que a esquerda não tem fake news. Já vi, sim, fake news do lado da esquerda. Só que, teoricamente falando e na prática também, a massa da direita é muito maior do que a da esquerda nas redes sociais", analisa.

Políticos do Centro-Oeste

Ana Elisa desponta na política em um momento em que o Centro-Oeste de Minas está no epicentro das eleições de 2026. Embora com perfil de esquerda, ela defende o diálogo com lideranças que classifica como de direita e critica o que chama de bolsonaristas. Esse é o caso do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos).

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"É democrático nós termos pessoas de esquerda e pessoas de direita. Mas não é democrático nós termos bolsonaristas. Isso é um ato antidemocrático. Isso não é bom para a democracia do país. Isso atrapalha o diálogo. Então eu percebo que eu não concordo com as ideologias políticas, mas existem temas que o Cleitinho aborda que eu acho, sim, importantes."

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