ELEIÇÕES 2026

Lula sobre Flávio e Caiado: 'Essa gente vai vender o Brasil’

Ao falar de terras-raras, presidente diz que recursos estratégicos não podem ser vendidos como matéria-prima

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta quarta-feira (8/4), declarações e iniciativas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidatos à presidência da República, ao tratar da exploração de terras raras no Brasil.

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Em entrevista ao ICL Notícias, Lula explicava que minerais como terras-raras são essenciais para a produção de tecnologias, como baterias de carros elétricos e componentes eletrônicos, e defendeu que o país utilize esses recursos para impulsionar a industrialização.

“É um resíduo que tem na terra e o Brasil só tem 30% pesquisado do seu território e nesses 30% a gente tem 23% (de terras-raras). É o segundo país do mundo. A hora que a gente pesquisar tudo, a gente vai ter muita coisa", apontou.

O presidente disse que países desenvolvidos demonstram interesse nesses insumos e citou a possibilidade de parcerias que incluam processamento dentro do Brasil. Em contraponto, criticou a ideia de exportação de matéria-prima.

“Ele (Flávio) quer vender para os Estados Unidos uma coisa que é tão importante para o Brasil. É como se pegasse o petróleo e falasse: ‘O petróleo não precisa ser meu, vai ser dos Estados Unidos’”, criticou.

Lula também mencionou ações do governo de Goiás, afirmando que o estado teria firmado acordos com empresas estrangeiras que, segundo ele, são de competência da União. “É uma vergonha, inclusive, o que o Caiado fez em Goiás”, disse.

O presidente se refere ao memorando de entendimento com o governo dos Estados Unidos sobre minerais críticos, que prevê, entre outras coisas, mapeamento do potencial mineral de Goiás. Na época, a gestão informou que as atividades estavam condicionadas à legislação brasileira.

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“Se a gente não tomar cuidado, essa gente vai vender o Brasil”, declarou. Lula ainda criticou o que chamou de postura de submissão a interesses externos e disse que o tema faz parte do debate político atual sobre soberania e desenvolvimento econômico. “Isso vai fazer parte do processo da luta política", ponderou.

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