PEC EM DISCUSSÃO

Lula defende ampliar atuação federal na segurança pública

Segundo Lula, historicamente a segurança pública não recebeu a devida atenção. Ele alertou para a necessidade de fortalecer a capacidade de defesa nacional

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quarta-feira (8/4), a ampliação do papel do governo federal na segurança pública e voltou a defender a criação de um ministério para área, condicionado à aprovação de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), em discussão no Congresso Nacional.

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Em entrevista ao ICL Notícias, Lula avaliou que o modelo atual, estabelecido pela Constituição de 1988, concentra a responsabilidade da segurança nos estados e limita a atuação federal. Segundo ele, a União hoje dispõe basicamente de repasses por meio de fundos e da atuação da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal.

“Nós temos que ter uma lei que defina qual é o nosso papel. E a hora que aprovar a PEC, na semana seguinte será anunciada a criação do Ministério da Segurança Pública, incluindo com o orçamento", disse o presidente.

“Porque não dá para a gente cuidar de segurança pedindo esmola. Nós temos que ter um orçamento. Se for necessário um orçamento novo, robustos, para que a gente não fique brincando de fazer segurança. A sociedade está precisando que o Governo Federal entre em ação e para entrar em ação, nós temos que ter aprovação da nossa PEC”, continuou.

Durante a entrevista, Lula também destacou que o país não pode permanecer “desprovido de segurança” considerando fatores como o tamanho do nosso território, além da concentração de recursos estratégicos, como água doce, petróleo, minerais críticos e terras raras.

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Segundo o presidente, historicamente o tema não recebeu a devida atenção. Ele alertou para a necessidade de fortalecer a capacidade de defesa nacional e afirmou que o cenário internacional exige maior preparo do Brasil. “Eu fico brincando falando que daqui a pouco um país menor resolve invadir o Brasil e nós vamos ter dificuldade. Hoje, o mundo está exigindo que o Brasil pense em segurança com mais seriedade”, disse.

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