Kassab 'crava' que Pacheco será candidato ao governo de Minas
Presidente nacional do PSD esteve em Belo Horizonte para filiar o senador Carlos Viana
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O senador Rodrigo Pacheco deixou o PSD e se filiou ao PSB em evento em Brasília (DF) na noite desta quarta-feira (1/4). Apesar de evitar se confirmar como pré-candidato, a expectativa é que ele seja o nome apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao governo de Minas Gerais. A leitura, inclusive, é compartilhada pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
Kassab esteve em Belo Horizonte para outra filiação que ocorreu simultaneamente à de Pacheco ao PSB: a chegada do senador Carlos Viana ao PSD. Questionado sobre a saída do ex-presidente do Senado Federal, “cravou” que ele disputará o governo.
Kassab sobre Pacheco
“O Pacheco chega [ao PSB] para ser o candidato do presidente Lula em Minas Gerais. Ele está colocando a sua candidatura. O presidente Lula não poderia deixar de ter um candidato em Minas. O candidato de Lula em Minas é o Pacheco”, disse o presidente do PSD.
Ele ainda afirmou que não iria “falar mal” do senador, que “entrou e saiu pela porta da frente” da legenda.
“Desejo felicidades a ele. Mas o caminho do PSD é eleger Mateus Simões. Nosso caminho não é com bolsonarismo, nem petismo. Nosso caminho é uma força alternativa em Minas Gerais e no Brasil”, completou.
Pacheco ficou isolado no PSD desde outubro do ano passado, quando o partido resolveu filiar o então vice-governador Mateus Simões, que era do Novo. Ele assumiu o Executivo estadual após a renúncia de Romeu Zema (Novo) e é pré-candidato à reeleição.
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Pacheco não crava candidatura
Em contraposição, Pacheco ainda não garante que participará do pleito, mas teve um pequeno avanço nas declarações no sentido de construir uma composição para a eleição de outubro. Antes, ele chegou a afirmar que não queria disputar cargo algum neste ano e encerraria a carreira política.
"Preciso destacar que este é um ato de filiação e não de pré-candidatura. A discussão sobre posições de pré-candidatos ao governo, vice-governo e senadores poderá ser feitas de maneira mais assertiva, mais racional a partir de agora. Porque hoje nós temos a clareza de quem tem condição de disputar. Esse é um diálogo profundo que tem que se ter em Minas Gerais com todos os partidos", disse o senador, no evento de filiação ao PSB.
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Ainda avaliou as possibilidades de alianças no pleito mineiro: "Com partidos como MDB, a federação União-PP, a federação PT-PCdoB-PV, o PDT, que tem inclusive um pré-candidato [Kalil]. (...) Se estão todos imbuídos de um mesmo propósito de mudança, podem sentar para fazer uma composição política em favor de Minas Gerais. E não necessariamente com o meu nome como candidato a governador", completou.