No púlpito

Adrilles usa batom e peruca para criticar projeto contra misoginia

Vereador de São Paulo colocou a peruca e passou batom enquanto discursava no plenário da Câmara

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O vereador Adrilles Jorge (União Brasil) passou batom e colocou uma peruca no plenário da Câmara Municipal de São Paulo para criticar um projeto que incluiu a misoginia entre os crimes de preconceito previstos na Lei do Racismo.

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A proposta foi aprovada nesta terça-feira (4) no Senado, com 67 votos. O texto agora segue para votação na Câmara dos Deputados.

No púlpito, o vereador se dirigiu à colega Silvia Ferraro (PSOL), da Bancada Feminista. Enquanto passava batom e colocada uma peruca, Adrilles afirmou que o projeto tem um "jabuti" (no jargão político, jabuti é um ponto inserido na lei sem necessariamente ter relação com o tema principal do texto).

"A qualquer pessoa é dado o direito de ser mulher, inclusive transexuais. Como o texto da lei é impreciso, a qualquer momento eu posso me colocar como uma mulher e debater de igual para igual, sem que eu seja criminalizado pelo fato de ser homem. Posso contestar a sua ideologia, posso fazer uma brincadeira com a senhora, posso me julgar mulher porque a lei não define o que é uma mulher."

No entanto, o texto aprovado no Senado não entra na discussão sobre o que é considerado mulher, embora cite a expressão "condição de mulher" entre os critérios de interpretação da Lei do Racismo. O texto define misoginia como "a conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres".

O projeto estabelece, por exemplo, a injúria misógina, com pena de prisão de 2 a 5 anos e multa, além da criminalização de condutas como praticar, induzir ou incitar discriminação contra mulheres.

Proposto pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), o projeto foi relatado por Soraya Thronicke (Podemos-MS), com parecer favorável. O projeto estabelece que serão punidos crimes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional e também os praticados em razão de misoginia.

"O machismo sustenta desigualdades; a misoginia motiva violência; o feminismo busca equidade", disse a senadora Soraya Thronicke, no plenário do Senado.

A vereadora Silvia Ferraro (PSOL), da Bancada Feminista, criticou o discurso do colega Adrilles Jorge. "Em meio a uma epidemia de feminicídios, é vergonhoso que um vereador esteja preocupado em defender homens misóginos e combater uma lei que visa proteger mulheres", afirmou.

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Procurada para comentar a critica da vereadora, a assessoria de Adrilles disse que ligaria de volta para a reportagem, mas não retornou até a publicação deste texto.

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