Zema: 'Ser governador de Minas é uma máquina de frustração’
Governador renuncia o cargo neste domingo e afirma que queria ter feito mais, mas destaca avanços frente a gestões anteriores em Minas Gerais
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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), classificou sua passagem pelo comando do estado como uma “máquina de frustração”, ao reconhecer as limitações enfrentadas ao longo dos dois mandatos. A declaração foi dada em entrevista ao Estado de Minas, ao fazer um balanço de sua gestão.
“Ser governador de Minas é uma máquina de frustração. Eu gostaria de ter feito cinco mil coisas, talvez tenha feito duas mil, mas, comparado com os governos anteriores, que faziam 100 ou 200, o avanço foi muito grande”.
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Apesar do tom crítico, Zema ressaltou que considera positivos os resultados alcançados, especialmente quando comparados a administrações passadas. Segundo ele, entraves burocráticos, limitações orçamentárias e dificuldades estruturais do estado impediram a execução de uma agenda mais ampla de obras e políticas públicas.
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O governador também mencionou que gostaria de ter avançado mais em áreas como infraestrutura, saúde e segurança pública.
“Eu gostaria de ter reformado todas as estradas de Minas, gostaria que os hospitais regionais tivessem sido concluídos antes, mas, devido à burocracia, aos trâmites internos e à depredação, não foi possível. Gostaria de ter feito mais avanços na segurança pública, na educação e na saúde também, mas as limitações orçamentárias ainda são grandes. A situação financeira do estado está longe de ser aquela que propicia grandes investimentos, mas os avanços, de toda forma, aconteceram", pontuou.
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A partir deste domingo, o vice-governador Mateus Simões (PSD) assume a gestão do estado.