Eleito para o TCE, Tadeu Leite quer terminar mandato antes de assumir cargo
Presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) pretende "concluir missão" como deputado antes de abandonar a política
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O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Tadeu Martins Leite (MDB), afirmou que pretende concluir o mandato antes de abandonar a política. ‘Tadeuzinho’, como é conhecido, foi eleito conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG).
A declaração foi feita à imprensa momentos após a votação em plenário que definiu sua nomeação para conselheiro. A eleição aconteceu na manhã desta quarta-feira (4/3) e Tadeuzinho foi eleito por unanimidade. A presidente da sessão, vice-presidente da ALMG Leninha (PT), e Tadeu não votaram.
Segundo ele, a intenção é concluir o mandato como deputado – o quarto desde que foi eleito pela primeira vez, em 2011. O emedebista quer acompanhar municípios de perto, entregar recursos e fazer um movimento, segundo ele, de “agradecimento e prestação de contas àqueles que me ajudaram por esses 16 anos”.
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Tadeu Leite também disse que há muito a ser feito na Casa até o fim de 2026, como prosseguir com os desdobramentos do Propag e outras votações importantes. “Minha missão aqui ainda não acabou”, disse. “Até o fim do ano continuo fazendo política partidária, mas espero que a partir do ano que vem a gente possa fazer esse trabalho técnico ao lado dos conselheiros”.
A comunicação da Assembleia ao governo sobre a eleição não tem prazo e pode acontecer até o fim do mandato. Após a comunicação, o governador deve fazer a nomeação para o cargo, que dá um prazo de 30 dias para a posse. Se Tadeu Leite sair da presidência até 30 de novembro deste ano, haverá uma nova votação para definir quem irá ocupar a cadeira.
Uma reunião formal com o governador Romeu Zema (Novo) e o vice-governador do estado Mateus Simões (PSD) deve acontecer nos próximos dias para a definição dos próximos passos e prazos. A intenção de Tadeu Leite é pedir o prazo maior para que a nomeação ocorra no fim do ano. A vontade já foi comunicada em conversa informal.
Cotado ao governo
Tadeu era cotado pelo partido como um dos nomes possíveis para compor uma chapa ao governo mineiro. Ele atribuiu a mudança de direção como uma “escolha de Deus”, uma vez que ele mesmo calculava seus próximos passos na política antes da decisão sobre a candidatura, que também era vista como possibilidade por sete outros deputados. No entanto, segundo ele, um movimento conjunto chegou ao seu nome como único candidato.
“O apoiamento ao meu nome foi feito por todos os 77 deputados desta Casa. Nós tivemos que fazer esse recálculo e, com muita honra e orgulho, antecipei essa decisão e coloquei meu nome à disposição para o Tribunal”, afirmou.
Fora das eleições, Tadeu Leite disse que pretende não se envolver na discussão de disputa majoritária para o governo mineiro e que está nas mãos do presidente do partido, o deputado federal Newton Cardoso Júnior.
Cadeira aberta
A cadeira ocupada por Tadeu Leite foi aberta com a aposentadoria do conselheiro Wanderley Ávila, em outubro de 2024. O deputado oficializou a candidatura à vaga no último dia 25 e era candidato único. Ele foi avaliado em sabatina na terça-feira (3/3) e recebeu um parecer positivo do relator Ulysses Gomes (PT-MG) pela indicação à vaga.
Hoje, o TCE tem quatro conselheiros titulares: o presidente Durval Ângelo e o conselheiro-corregedor Gilberto Pinto Monteiro Diniz, escolhidos por governadores, além do vice-presidente Agostinho Patrus e o conselheiro Alencar da Silveira Jr., eleitos pela Assembleia.
Agora, uma vaga segue aberta para a ALMG, e outra será escolhida pelo governador a partir de uma lista disponibilizada pelos procuradores do Ministério Público de Contas (MPCMG). As três, incluindo a de Tadeu Leite, estão ocupadas de forma interina até a definição e ocupação de cadeira dos novos membros. Não há prazo para a nomeação das vagas remanescentes.
O recém-eleito conselheiro afirmou que quer que haja uma unanimidade na escolha de um novo nome da Assembleia, mas que “não depende” dele e, sim, dos outros deputados que também desejam ser conselheiros.
À imprensa, Tadeu Leite afirmou acreditar que os deputados que podem ser candidatos estão tentando construir um consenso entre si sobre uma candidatura única – o que, para ele, demonstra “unanimidade, fortalecimento e união” da Casa. Caso não seja decidido, a discussão deve seguir em plenário.
Atuação futura
Para o presidente da Assembleia, a habilidade de escuta será essencial na atuação como conselheiro, uma posição que, no seu ponto de vista, tem o dever educativo, uma vez que não se pode comparar pareceres técnicos de grandes cidades, como Belo Horizonte e Montes Claros, que é sua cidade natal, com outras menores que não têm muitos técnicos.
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“Essa sensibilidade que nós temos de ter, sempre com portas abertas para todos os municípios e gestores”, disse. Apesar de não antecipar sobre a atuação, Tadeu Leite afirmou que quer agir com isenção, zelo e preocupação, acompanhar e fiscalizar o recurso público dentro da legalidade para que “chegue com qualidade, sem nenhum tipo de desvio, para os 21 milhões de mineiros”.