Master e anistia na pauta da reunião de líderes da Câmara, nesta quarta
Encontro será o primeiro deste ano eleitoral, marcado para a Residência Oficial do presidente da Casa, Hugo Motta
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O caso do Banco Master e a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a outros golpistas devem ser temas da primeira reunião de líderes deste ano da Câmara dos Deputados, marcada para às 11h desta quarta-feira (28/1), na Residência Oficial do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Em entrevista ao Correio, o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou que o encontro deve ser marcado por articulações para cobrar de Motta e do presidente do Congresso Nacional e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), uma definição sobre a apreciação dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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A expectativa da oposição é derrubar o veto ao Projeto de Lei da Dosimetria. Em 8 de janeiro, data que marcou o terceiro ano do ataque de extremistas bolsonaristas às sedes dos Poderes, Lula derrubou integralmente a proposta que beneficiava os golpistas e Bolsonaro, preso no Complexo da Papuda, condenado por tentativa de derrubar a democracia, entre outros crimes.
Além dos vetos, a oposição pretende apresentar uma nova proposta de anistia aos envolvidos nos ataques, pauta que deve voltar ao centro do debate legislativo neste início de ano. “Nós já estamos desenhando essa proposta para apresentar e garantir a liberdade de todos os envolvidos no dia 8 de janeiro”, disse o líder da oposição.
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Escala 6x1
Em conversa com jornalistas no último dia 21, a deputada Bia Kicis (PL-DF) reforçou que, além da anistia, a direita pretende avançar na instalação da CPI do Banco Master, tema que deve ser levado às discussões entre líderes.
A reportagem procurou lideranças do PT e do governo, mas não obteve retorno sobre as prioridades para a agenda legislativa deste ano. Mas um dos objetivos do Executivo é aprovar o fim da escala 6x1, modelo de jornada de trabalho que prevê seis dias trabalhados para apenas um de descanso. O tema da redução da escala também está na mira do Senado, que, assim como a Câmara, volta aos trabalhos no próximo dia 2.
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Outras propostas com potencial para ganhar tração com a retomada dos trabalhos legislativos tratam da reorganização do calendário eleitoral e do tempo de mandato para cargos eletivos.