BRASIL X EUA

Conselheiro de Trump: 'Não vou parar até Bolsonaro estar livre'

Inelegível, Bolsonaro é réu no caso da trama golpista, e o julgamento é aguardado por assessores de ministros e advogados envolvidos no processo

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O conselheiro do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, Jason Miller, declarou nas redes sociais, neste domingo (10/8), que "não vai parar" até que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esteja "livre".

"Para deixar claro, eu não vou parar, não vou desistir, nunca vou ceder, até que o presidente Jair Bolsanaro esteja livre", escreveu Miller no X (antigo Twitter) em resposta a um internauta que afirmou ser "mais importante o impeachment de [Alexandre de] Moraes do que libertar Bolsonaro".

Inelegível, Bolsonaro é réu no caso da trama golpista, e o julgamento é aguardado por assessores de ministros e advogados envolvidos no processo para ocorrer em setembro. Caso seja condenado, a pena pode ultrapassar 40 anos de prisão.

A defesa do ex-presidente e dos outros seis réus do núcleo crucial do caso da tentativa de golpe de Estado tem até quarta-feira (13/8) para apresentar as alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF)

No último 4 de agosto, o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos Estados Unidos criticou a decretação da prisão domiciliar de Bolsonaro após o ex-presidente — conforme justificou Moraes — usar as redes sociais dos filhos e aliados para divulgar mensagens com "claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro".

Ao usar as redes sociais, Bolsonaro descumpriu uma das medidas cautelares impostas por Moraes, em 18 de julho, diante dos indícios de que o ex-presidente estivesse obstruindo o processo no qual é réu por tentativa de golpe.

"O ministro Alexandre de Moraes, já sancionado pelos Estados Unidos por violações de direitos humanos, continua usando as instituições brasileiras para silenciar a oposição e ameaçar a democracia. Impor ainda mais restrições à capacidade de Jair Bolsonaro de se defender publicamente não é um serviço público. Deixem Bolsonaro falar! Os Estados Unidos condenam a ordem de Moraes que impôs prisão domiciliar a Bolsonaro e responsabilizarão todos aqueles que colaborarem ou facilitarem condutas sancionadas", declarou o órgão norte-americano.

Em 30 de julho, o governo de Donald Trump sancionou o ministro com base na Lei Magnitsky, usada para impor sanções a indivíduos e entidades estrangeiras implicados em atos significativos de corrupção ou graves violações de direitos humanos.

A medida é outra retaliação do governo de Donald Trump em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta julgamento na Suprema Corte por uma suposta tentativa de golpe em 2022.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, no entanto, justificou a aplicação da referida lei afirmando que "Alexandre de Moraes assumiu a responsabilidade de ser juiz e júri em uma caça às bruxas contra cidadãos e empresas americanas e brasileiras". A publicação ainda cita que "Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura e detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados".

Com isso, a medida impõe uma série de restrições financeiras ao ministro, incluindo o congelamento de ativos nos Estados Unidos e a proibição de usar sistemas norte-americanos de pagamento e seus bancos.

A imposição da Lei Magnitsky é mais um resultado das articulações do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) com o governo Trump para forçar o Judiciário brasileiro a desistir do processo contra Bolsonaro, conforme indicação feita pelo próprio presidente norte-americano em carta a Lula.

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