Caso Banco Master: quem é Kevin Marques, filho de Nunes Marques no centro da polêmica
Com 25 anos e R$ 27,7 milhões em investimentos, advogado está no centro de pedido para que ministro do STF deixe relatoria de processo parado há seis meses
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O caso envolvendo o advogado Kevin Marques, filho do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a CPI do Banco Master, que veio à tona em junho de 2024, ganhou um novo capítulo. Nesta quinta-feira (17/9), um grupo de senadores formalizou um pedido para que o ministro deixe a relatoria de um processo ligado à investigação, que está parado em seu gabinete há seis meses.
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Quem é Kevin Marques?
Kevin Marques é um advogado de 25 anos, filho do ministro do STF e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques. Aprovado no exame da OAB em fevereiro de 2024, ele abriu seu escritório de advocacia em Brasília seis meses depois.
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Em apenas dois anos de carreira, o advogado acumulou R$ 27,7 milhões em fundos de investimento, patrimônio que chamou a atenção nas investigações. Sua trajetória, antes discreta, ganhou os holofotes devido às conexões indiretas de seu trabalho com a apuração da CPI no Senado.
Qual a ligação com o Banco Master?
A conexão de Kevin com o caso veio à tona por meio de mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em que o então diretor jurídico do banco, Luiz Rennó, questionava Vorcaro sobre um pagamento mensal de R$ 500 mil a Kevin Marques. Além disso, investigações apontaram que, entre agosto de 2024 e julho de 2025, o escritório do advogado recebeu R$ 281,6 mil, em 11 operações, da empresa Consult Inteligência Tributária, que prestava serviços de consultoria ao banco.
Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) classificaram as transações da Consult como "incompatíveis com a capacidade financeira" da empresa, que declarou receita de apenas R$ 25,5 mil, mas recebeu R$ 6,6 milhões do Banco Master e R$ 11,3 milhões da JBS.
O que diz a defesa do advogado?
Kevin Marques nega qualquer irregularidade. Por meio de seus representantes, ele afirma que nunca prestou serviços diretamente ao Banco Master. Segundo sua defesa, o valor recebido refere-se a honorários por um trabalho de consultoria jurídica realizado exclusivamente para a Consult Intelligence.
Por que Nunes Marques é questionado?
Com a citação do nome de seu filho na investigação, Nunes Marques se declarou impedido de julgar um dos processos relacionados à CPI ainda em 2024. No entanto, ele permaneceu como relator de um segundo mandado de segurança sobre o mesmo tema.
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O processo está parado no gabinete do ministro desde março de 2026. Diante da inércia e das novas revelações, os senadores Alessandro Vieira, Damares Alves, Eduardo Girão, Magno Malta e Marcos Pontes pediram formalmente, em 17 de setembro de 2026, que ele deixe também a relatoria deste caso para garantir a isenção do julgamento.