SEM SINAIS DE CRIME

Tio de Suzane von Richthofen é encontrado morto em casa

Corpo foi localizado após vizinho estranhar ausência por dois dias; não havia sinais aparentes de violência no local

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Miguel Abdalla Neto, de 76 anos, tio materno de Suzane von Richthofen e de Andreas von Richthofen, foi encontrado morto na tarde dessa sexta-feira (9/1) dentro de casa, na zona sul de São Paulo. O caso é investigado pela Polícia Civil.

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De acordo com a Polícia Militar, agentes foram acionados por um vizinho, que estranhou a ausência de Miguel por cerca de dois dias. O morador usou uma escada para observar o interior do imóvel e avistou o corpo no quarto do andar superior, ao lado da cama. O Samu foi chamado e constatou a morte às 16h43. O corpo já apresentava sinais compatíveis com óbito ocorrido horas antes, como rigidez do cadáver e o aparecimento de manchas arroxeadas na pele.

Segundo a polícia, não havia sinais aparentes de violência nem indícios de arrombamento no imóvel. A residência foi preservada para a perícia técnica. O caso foi registrado no 27º Distrito Policial, que requisitou exames necroscópico e toxicológico no Instituto Médico Legal (IML) para esclarecer as causas da morte. Até a conclusão dos laudos, a cremação do corpo está impedida.

Miguel morava sozinho e levava uma vida discreta. Um dia antes de ser encontrado morto, a diarista da residência tentou contato, mas não obteve resposta. Imagens de câmeras de segurança de uma empresa vizinha mostram Miguel entrando em casa no dia 7 de janeiro, por volta das 17h10, sem registro de saída posterior.

Histórico familiar

Miguel Abdalla Neto era irmão de Marísia von Richthofen, assassinada em 2002 ao lado do marido, Manfred von Richthofen, em um dos crimes mais emblemáticos do país. O casal foi morto em casa, em um plano que teve participação da filha Suzane von Richthofen e dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos.

Após o crime, Miguel assumiu a tutela de Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, que tinha 14 anos na época. Ele também foi responsável pela administração dos bens e do patrimônio deixado pelos pais até que o sobrinho atingisse a maioridade. Andreas passou a morar com o tio e sempre manteve postura discreta, afastada da exposição pública do caso.

Com o passar dos anos, Miguel rompeu relações com Suzane e entrou em disputas judiciais relacionadas à herança. Foi ele quem moveu ação para que Suzane fosse declarada indigna de receber os bens dos pais, avaliados à época em cerca de R$ 10 milhões. A decisão fez com que Andreas herdasse o patrimônio integralmente. Em julho de 2005, ao completar 18 anos, Andreas assumiu formalmente o posto de inventariante.

Suzane von Richthofen foi condenada a 39 anos e seis meses de prisão por duplo homicídio triplamente qualificado e cumpre pena em regime aberto desde janeiro de 2023.

Com a morte de Miguel, a sucessão do patrimônio — que inclui a casa onde foi encontrado morto e um sítio no litoral paulista — poderá ser analisada judicialmente. A eventual inclusão de Andreas e Suzane na linha sucessória dependerá da existência de outros herdeiros legais e do resultado das investigações.

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