Maradona teve morte súbita e covid-19 pode ter sido causa, diz testemunha em julgamento
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A morte de Diego Maradona foi algo "súbito" e "fulminante", disse nesta terça-feira (22) um perito oficial convocado pela defesa, o que contradiz a tese da acusação no julgamento sobre o falecimento do astro argentino do futebol em 2020.
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Sete profissionais de saúde são acusados de homicídio com dolo eventual pela morte de Maradona durante uma internação domiciliar cuja adequação e condições são questionadas.
A acusação afirma que o ex-jogador, que havia passado uma neurocirurgia, agonizou por cerca de 12 horas durante sua internação domiciliar e foi ignorado pelos réus.
Maradona morreu enquanto se recuperava, vítima de uma parada cardiorrespiratória e de um edema pulmonar.
No entanto, o perito oficial Pablo Ferrari, que realizou uma análise da morte de Maradona em 2024, discordou da acusação e afirmou que até mesmo o vírus da covid-19 pode ter sido a causa.
"O período de agonia foi de poucos minutos a algumas poucas horas, (...) bem curto, não posso afirmar academicamente que tenha havido longas horas de agonia, foi súbito", disse o médico legista no tribunal de San Isidro, ao norte de Buenos Aires.
Ferrari, que encerra a lista de testemunhas do julgamento, apontou que o edema pulmonar asfixiou Maradona, razão pela qual o ex-jogador deveria ter apresentado sinais de "luta".
"O paciente que se sufoca entra em desespero, aqui não havia nenhuma lesão de luta, a agonia dele deve ter durado poucos minutos", disse. "Foi uma morte fulminante", acrescentou.
O perito também mencionou que não se pode "descartar que ele tenha morrido de covid-19" e classificou como "erro metodológico" o fato de um teste não ter sido realizado para constatar a presença ou não da doença.
O ídolo argentino morreu em 25 de novembro de 2020, ano em que a pandemia de coronavírus eclodiu.
Ferrari também contradisse a junta médica que analisou a morte de Maradona, cujo relatório aponta como fatores problemas hepáticos, renais e cardíacos.
Entre os exames laboratoriais analisados, o perito não encontrou "indicadores de disfunção renal", nem "a menor indicação de problema cardíaco".
Por outro lado, foram detectadas pioras nos indicadores hepáticos entre 2018 e 2020, embora "dentro de uma margem de tolerância que não exigia intervenção de emergência".
Com o testemunho de Ferrari, encerrou-se a fase de depoimentos do extenso julgamento iniciado em abril. No dia 8 de outubro, terão início as alegações finais das 13 partes envolvidas, e um veredito é esperado para novembro.
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