Milhares de pessoas marcham em Londres em protesto de ultradireita e em contramanifestação
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Dezenas de milhares de manifestantes — apoiadores do ativista anti-imigração e anti-islã Tommy Robinson, por um lado, e pró-palestinos e antirracistas, por outro — se reuniram neste sábado (16) no centro de Londres em duas marchas escoltadas por cerca de 4.000 policiais.
As manifestações coincidiram com a final da Copa da Inglaterra entre Manchester City e Chelsea, no estádio de Wembley, com capacidade para 90.000 espectadores.
À tarde, as forças de segurança informaram ter detido 31 pessoas, mas asseguraram que ambas as marchas transcorriam "sem incidentes importantes".
A polícia não divulgou nenhuma estimativa de participação, mas afirmou que esperava que a marcha "Unite The Kingdom", organizada por Robinson, superasse os 50.000 participantes.
Robinson já havia organizado uma manifestação em setembro de 2025 em Londres, que reuniu 150.000 pessoas em defesa da "liberdade de expressão".
O gabinete do primeiro-ministro, o trabalhista Keir Starmer, anunciou que havia vetado a entrada no país de 11 "agitadores estrangeiros de extrema direita", incluindo a colombiano-americana Valentina Gómez, acusada de "declarações incendiárias e desumanizadoras em relação aos muçulmanos".
Por outro lado, milhares de pessoas participaram de uma marcha pró-palestina, constatou uma jornalista da AFP.
A manifestação foi organizada para lembrar a Nakba (Catástrofe, em árabe), a fuga e expulsão de cerca de 760.000 palestinos quando foi criado o Estado de Israel, e também para se opor à extrema direita.
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