Internacional

Trump quer envolvimento internacional para garantir tráfego no Estreito de Ormuz

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O presidente americano, Donaldo Trump, pediu, neste sábado (14), que outros países ajudem garantir o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, praticamente paralisado no início da terceira semana da guerra contra o Irã que afeta praticamente toda a vizinhança, e particularmente ao Líbano.

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"Muitos países, especialmente aqueles que estão afetados pela tentativa do Irã de fechar o Estreito de Ormuz, vão enviar navios de guerra, junto com os Estados Unidos, para manter estreito aberto e seguro", disse Trump em uma mensagem publicada em sua plataforma, Truth Social. 

O presidente republicano, que trava a guerra contra o Irã ao lado de Israel, disse que confia em que "China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros que estão afetados por esta restrição artificial, vão enviar navios para a região".

Antes, Trump tinha dito que o Irã estava "completamente derrotado", ameaçando atingi-lo "muito fortemente durante a próxima semana".

Em 28 de fevereiro, Washington lançou, juntamente com Israel, bombardeios em larga escala contra várias infraestruturas no Irã nos quais morreu o líder supremo, Ali Khamenei, uma guerra que entrou "na fase decisiva do conflito", disse, neste sábado, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz.

"Só o povo iraniano pode pôr fim a isto mediante uma luta decidida", acrescentou Katz.

No Irã, quinze pessoas morreram no ataque de um míssil na zona industrial de Isfahan, reportaram veículos estatais.

- Hamas pede uma folga ao Irã -

As hostilidades se espalharam por vários países da região, deixando milhares de mortos e provocando uma escalada no preço do petróleo que ameaça a economia mundial.

Neste sábado, foram ouvidas explosões em Jerusalém em resposta a um ataque iraniano, e foi reportada a morte de seis pessoas em ataques israelenses em Gaza e de outras 826 no Líbano desde 2 de março, quando Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah iniciaram seu capítulo particular nas hostilidades. 

O Catar, por sua vez, anunciou ter interceptado dois mísseis, após ter evacuado previamente várias áreas; a embaixada americana em Bagdá, capital do Iraque, foi atacada com um drone, e os Emirados Árabes Unidos denunciou que seu consulado no Curdistão iraquiano foi atacado pela segunda vez em uma semana.

Por fim, a Jordânia anunciou ter interceptado em uma semana 79 mísseis e drones iranianos.

Em um apelo incomum, o movimento islamista palestino Hamas, no poder na Faixa de Gaza, pediu ao Irã, seu aliado, que pare de atacar seus vizinhos do Golfo.

"Embora reitere o direito da República Islâmica do Irã a responder a esta agressão por todos os meios disponíveis, em conformidade com as normas e o direito internacional, o movimento faz um chamado a seus irmãos no Irã para que não ataquem os países vizinhos", escreveu o grupo na plataforma de mensagens instantâneas Telegram.

- Mais de 800 mortos no Líbano -

Neste contexto, o secretário-geral da ONU, o português António Guterres, viajou a Beirute, onde expressou sua confiança nas "vias diplomáticas" para pelo menos frear a guerra no Líbano.

"Estamos fazendo tudo o possível neste momento para conseguir uma desescalada imediata e o cessar das hostilidades", declarou Guterres à imprensa em Beirute.

"Meu coordenador especial está em contato permanente com todas as partes para levá-las à mesa de negociações", acrescentou.

A Turquia, no entanto, expressou seu receio de que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, cometa no Líbano "um novo genocídio" com o pretexto de combater o Hezbollah, declarou o ministro turco das Relações Exteriores, Hakan Fidan.

Segundo a imprensa americana, os Estados Unidos preveem enviar novos reforços nesta que já é uma mobilização militar sem precedentes em décadas. 

O jornal New York Times mencionou cerca de 2.500 fuzileiros navais e três outros navios, e o Wall Street Journal anunciou a mobilização do navio de assalto "Trípoli", baseado no Japão.

- Ataque contra a ilha petrolífera iraniana -

No Irã, os Estados Unidos bombardearam a ilha de Kharg, a cerca de 30 km de sua costa, que abriga o maior terminal de exportação de petróleo do país e é crucial para sua economia.

Embora o presidente americano, Donald Trump, tenha afirmado ter "destruído por completo" alvos militares na ilha, onde foram ouvidas até 15 explosões, a agência de notícias iraniana Fars nega danos a infraestruturas petrolíferas.

Em resposta, o Irã avisou que vai atacar instalações de empresas americanas na região do Golfo se suas instalações energéticas forem danificadas.

"O Irã responderá a qualquer ataque contra suas instalações energéticas", assinalou a TV estatal iraniana, citando o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.

O Estreito de Ormuz, por onde normalmente transitam 20% da produção mundial de petróleo, está quase totalmente bloqueado pelo Irã, que disse estar cooperando com alguns países para deixar passar suas embarcações.

Neste sentido, a Índia anunciou, neste sábado, que dois navios com bandeira indiana cruzaram o estreito.

Desde o início da guerra, o preço do barril de Brent, referência internacional para o petróleo, disparou mais de 42%, situando-se em torno dos 100 dólares.

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burs-al/mvv

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