Ativista venezuelano deixa a prisão depois de mais quatro anos
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O ativista de direitos humanos Javier Tarazona foi libertado neste domingo (1) depois de passar quatro anos e meio na prisão, em meio a um processo de libertações impulsionado pelo governo da Venezuela sob pressão dos Estados Unidos, informou à AFP seu irmão.
Tarazona é um dos presos políticos mais conhecidos que ainda permanecia detido quase um mês após o governo da presidente interina Delcy Rodríguez anunciar um processo de libertação para um "número importante" de pessoas.
A medida responde a pressões dos Estados Unidos, cujo governo afirma estar no comando da Venezuela após capturar Nicolás Maduro em uma incursão militar em 3 de janeiro.
"Javier finalmente está livre", afirmou à AFP José Rafael Tarazona. Ele disse que o irmão foi levado para uma igreja no centro de Caracas.
Javier Tarazona, diretor da ONG Fundaredes, estava preso desde julho de 2021 por acusações de "terrorismo", "traição" e "incitação ao ódio".
Com a Fundaredes, o ativista acusou o governo Maduro de abrigar líderes guerrilheiros colombianos na Venezuela e advertiu sobre confrontos entre forças militares e guerrilhas na fronteira Colômbia-Venezuela.
A ONG Foro Penal, que lidera a defesa de presos políticos, informou que neste domingo estão acontecendo várias libertações na prisão de Helicoide, onde Tarazona estava detido.
A presidenta Delcy Rodríguez anunciou na sexta-feira que a prisão política será transformada em um "centro social, esportivo, cultural e comercial".
Também pediu com urgência ao Parlamento a aprovação de "uma lei de anistia geral que englobe todo o período de violência política de 1999 até o presente".
Após a aprovação da lei, centenas de presos políticos devem obter a liberdade plena.
A Foro Penal verificou quase 400 libertações desde dezembro e afirma que o país ainda tem quase 700 presos políticos.
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