SEM INFLUÊNCIA EXTERNA

Homem decide viver isolado em quarto por um ano para mudar de vida

Aos 49 anos, americano transmite isolamento extremo ao vivo e diz buscar transformação física e mental após enfrentar sobrepeso e problemas emocionais

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O norte-americano Skip Boyce, de 49 anos, decidiu se trancar em um quarto com banheiro por 365 dias como forma de promover uma transformação física e mental. Morador de Utah, nos Estados Unidos, ele está transmitindo ao vivo, 24 horas por dia, cada momento do desafio que batizou de “O Ano do Isolamento”.

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Ex-empresário da construção civil e ex-funcionário da indústria petrolífera, Boyce afirma que a iniciativa é uma tentativa de “recomeço estruturado” após enfrentar problemas de saúde mental, sobrepeso e frustração profissional. O quarto onde permanece confinado é fisicamente separado do restante da casa, onde vivem sua esposa e a filha, e segue regras rígidas: ele não pode sair do espaço nem receber visitas, e toda a rotina é exibida em tempo real no YouTube e no Instagram.

“As regras são simples: eu não saio do quarto, e a transmissão ao vivo permanece ativa 24 horas por dia, sete dias por semana. Não trago entretenimento externo nem interações não planejadas. Tudo o que acontece é visível para os espectadores”, explicou em um vídeo. “Eu vivo, durmo, treino, leio, escrevo e passo meu tempo inteiramente dentro de um único quarto”, garantiu.

O espaço conta com banheiro privativo, cama, escrivaninha, halteres, faixas de resistência, esteira e equipamentos básicos para preparo de alimentos. Segundo Boyce, ele também tem armários e utensílios suficientes para manter uma rotina autossuficiente durante o confinamento.

A ideia foi anunciada inicialmente em um vídeo que viralizou no Instagram e dividiu opiniões entre seguidores — parte do público demonstrou apoio, enquanto outros expressaram preocupação com os impactos psicológicos do isolamento prolongado. Diante das críticas, Boyce afirmou ao Daily Mail que o objetivo não é chamar atenção, mas investir em crescimento pessoal.

Atualmente com 142 quilos, ele espera encerrar o desafio com cerca de 92 quilos, além de criar hábitos duradouros. “Não quero apenas uma transformação física. Muitas pessoas emagrecem e depois voltam ao peso anterior. Esse não é o objetivo”, disse. Durante o ano, ele também pretende aprender um novo idioma, melhorar a memória, fortalecer a disciplina e dominar exercícios como barras fixas.

“Eu estou fazendo dez coisas ao mesmo tempo, não uma. Nunca tenho tempo para me concentrar em mim mesmo. Não leio muito, nunca me dediquei ao aprendizado contínuo. Quando eu sair deste quarto daqui a um ano, terei conquistado algo”, afirmou.

A decisão de se isolar veio após um período de desgaste emocional. Boyce trabalhou por 13 anos em campos de petróleo, inicialmente em turnos de 28 dias no Alasca e, entre 2018 e 2021, em ciclos de até oito meses longe de casa. Ao abandonar a carreira, disse ter entrado em uma fase difícil. “Nos últimos dois anos, tenho lutado um pouco com minha saúde mental. Eu era respeitado, amava o trabalho, e depois disso fiquei perdido”, relatou.

Apesar do confinamento extremo, a iniciativa tem apoio da família. A esposa e os quatro filhos adultos concordaram com o plano e continuam vivendo na mesma casa. Segundo Boyce, o casal estabeleceu regras claras: se qualquer um perceber que o isolamento está fazendo mal, o desafio será encerrado imediatamente. “Ela é minha rocha, minha melhor amiga”, disse.

Foi também a esposa quem o incentivou a documentar tudo. “Abri mão de confortos pessoais, mas investi pesado em câmeras”, contou. Ele utiliza uma cama simples, mas gastou cerca de US$ 1.500  (quase R$ 8 mil) em equipamentos de transmissão. Os mantimentos são comprados on-line e deixados pela esposa do lado de fora da porta do quarto.

A alimentação é baseada principalmente em arroz e carnes magras, preparadas com uma chapa elétrica, forno portátil e panela de arroz. Um personal trainer local elaborou um plano de exercícios e dieta, e Boyce afirma ter feito exames médicos antes de iniciar o confinamento, com avaliação do coração, pulmões, colesterol e pressão arterial.

A chegada do primeiro neto, em junho do ano passado, também serviu de motivação. “Quero promover uma mudança geracional na minha família. Não quero envelhecer apenas ficando mais fraco e fora de forma”, disse.

Especialistas afirmam que algumas estratégias de Boyce podem funcionar, mas o isolamento prolongado pode afetar a saúde mental. Isso porque a conexão social é um dos pilares do bem-estar, sendo que  solidão comprovadamente encurta a vida. Os profissionais garantem que métodos extremos podem até gerar resultados temporários, mas o maior desafio é a manutenção das mudanças e a reintegração à vida cotidiana. 

Mesmo diante das críticas, Boyce afirma estar determinado a concluir o desafio até 12 de janeiro de 2027. “Há muita vida para viver depois dos 50 anos. E eu quero estar pronto para ela”, ressaltou.

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