CENTRO-OESTE DO ESTADO

MG: Justiça barra processos de ferrovia para desalojar dezenas de famílias

Decisão liminar responde a um pedido do Ministério Público de Minas Gerais. Promotoria sustenta que a concessionária da linha férrea em Arcos tenta há anos retirar moradores de áreas próximas aos trilhos

Publicidade
Carregando...

A Justiça suspendeu os processos de reintegração de posse, movidos pela Ferrovia Centro-Atlântica, a fim de retirar dezenas de famílias que vivem às margens da linha férrea no município de Arcos, no Centro-Oeste de Minas Gerais.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

A decisão liminar responde a um pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Na ação remetida à Justiça, a promotoria sustenta que a concessionária da linha férrea tenta há anos retirar moradores de áreas próximas aos trilhos sem apresentar alternativas habitacionais.

Segundo a Secretaria de Obras de Arcos, existem 94 casas residenciais ultrapassando os limites da faixa de domínio e a maior parte delas construída a menos de seis metros da linha férrea, reportou o Ministério Público em comunicado nesta quinta-feira (24/9).

Ao conceder a liminar, o juiz destacou que as ocupações envolvem situações consolidadas ao longo de décadas e que o caso exige análise coletiva e aprofundada do conflito. A decisão registra que a execução das ações de reintegração poderia provocar desalojamento, perda de moradias, ruptura de vínculos comunitários e agravamento de situações de vulnerabilidade econômica e social, produzindo consequências de difícil ou impossível reparação.

Equipes do MPMG realizaram um levantamento no local. O relatório aponta que 82,9% das “famílias entrevistadas” vivem no local há mais de 15 anos e que 95,1% delas possuem renda igual ou inferior a dois salários mínimos.

O estudo mostrou ainda que 75,6% dos domicílios têm pelo menos um integrante pertencente a grupos especialmente protegidos, como idosos, crianças, adolescentes ou pessoas com deficiência.

Outro dado considerado relevante pelo MPMG e destacado na decisão judicial é que 78% dos entrevistados informaram receber regularmente cobranças de IPTU dos imóveis. O MPMG não disse quantas pessoas ou famílias foram entrevistadas.

Na decisão, a Justiça determinou a suspensão imediata dos processos possessórios em curso e designou audiência de conciliação para fevereiro de 2027, com participação das partes envolvidas.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

O Estado de Minas entrou em contato com a VLI Multimodal, empresa responsável pela administração e operação da Ferrovia Centro-Atlântica. Esta publicação será atualizada caso ocorra resposta.

Tópicos relacionados:

ferrovia minas-gerais

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay