Morte de capitã da PM muda sistema de acesso e segurança do prédio
Síndico afirma que equipamentos já haviam sido adquiridos antes do crime, mas medidas ganharam urgência depois do caso
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O condomínio onde a capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi encontrada morta, no Bairro Santa Cruz, Região Nordeste de Belo Horizonte, vai ampliar o sistema de segurança e alterar os mecanismos de acesso ao edifício após o crime que resultou na prisão do marido da oficial, um sargento da corporação. Segundo o síndico, Dirceu Oliveira, a administração pretende reforçar o monitoramento com novas câmeras e revisar os códigos de entrada utilizados pelos moradores e visitantes, diante da facilidade de acesso de pessoas próximas ao casal.
As mudanças ocorrem em meio às investigações sobre a morte da capitã e depois que relatos de moradores apontaram que a cobertura onde o casal residia, era palco frequente de festas que se estendiam pela madrugada, com intensa circulação de visitantes. Conforme vizinhos, muitos amigos do casal já conheciam a senha de acesso ao condomínio, o que aumentou a preocupação com a segurança dos demais moradores.
De acordo com o síndico, parte das melhorias já estava prevista antes mesmo da ocorrência, mas os acontecimentos aceleraram a implantação das medidas.
"Já tínhamos no orçamento e já havíamos comprado equipamentos para alterar a segurança, colocando câmeras nos corredores dos apartamentos e reforçando o sistema justamente por causa dos eventos que estavam sendo feitos. Aqui sempre tivemos uma vida tranquila, com vizinhos e amigos, então não havia tanta preocupação. Mas agora a situação apertou muito por causa desses acessos", afirmou.
Entre as mudanças previstas está a instalação de câmeras nos corredores dos andares, ampliando a cobertura do sistema de monitoramento do prédio. A administração também deve modificar os códigos de acesso ao condomínio para restringir a entrada de pessoas que não sejam moradores ou visitantes autorizados.
A preocupação ganhou amplitude após moradores relatarem que era comum a presença de convidados no edifício. Segundo vizinhos ouvidos anteriormente, as festas promovidas no apartamento do casal eram frequentes e, em algumas ocasiões, atravessavam a madrugada. Além do barulho, o grande fluxo de pessoas gerava desconforto entre os condôminos e levantava questionamentos sobre o controle de acesso ao prédio.
Antes considerado um condomínio tranquilo, o edifício passou a discutir medidas mais rigorosas de segurança. A intenção é impedir que senhas e códigos sejam compartilhados indiscriminadamente e aumentar a capacidade de monitoramento das áreas comuns.
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Crime segue sob investigação
A capitã da PM foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava com o marido. O sargento foi preso após apresentar uma versão considerada contraditória pela investigação.
Inicialmente, ele afirmou que a esposa havia tirado a própria vida. No entanto, inconsistências no relato, somadas aos elementos encontrados durante a perícia, levaram à prisão em flagrante. A Polícia Civil continua investigando a dinâmica do crime e aguarda a conclusão de laudos periciais para esclarecer as circunstâncias da morte.
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Enquanto a investigação prossegue, o condomínio tenta retomar a rotina, mas agora com uma política de segurança mais rígida. Segundo o síndico, o objetivo é preservar a tranquilidade dos moradores e evitar que situações semelhantes voltem a comprometer a segurança do edifício.