MINAS GERAIS

Macaco encontrado morto tinha febre amarela; prefeitura reforça prevenção

Exame laboratorial foi feito pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). Secretaria de Saúde reforça pedido por vacinação

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A Secretaria de Saúde de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, confirmou nesse sábado (11/7) que o macaco encontrado morto no município nos últimos dias testou positivo para febre amarela.

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De acordo com a pasta, a morte suspeita do animal já era acompanhada e medidas e protocolos preventivos foram adotados assim que tiveram ciência da possibilidade.

Ao Estado de Minas, a secretaria explicou que o exame laboratorial foi feito pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). A pasta também reforçou que as medidas tomadas são as orientadas pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG).

Dentre as ações de prevenção, estão a busca ativa de pessoas não vacinadas ou com esquema vacinal incompleto e a intensificação da vacinação contra a febre amarela. Ainda de acordo com a pasta, a atuação rápida em casos como esse garante resposta ágil e responsável, garantindo a prevenção da doença.

Macacos não transmitem o vírus

Macacos não transmitem a febre amarela aos humanos, mas funcionam como "sentinelas naturais", ou seja, servem de alerta precoce da presença do vírus no ambiente. A recomendação é que a população proteja esses animais e informe imediatamente às autoridades sanitárias caso aparentem comportamentos anormais ou estejam mortos.

A imunização é a principal ferramenta para a prevenção e o controle da febre amarela. Disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina integra o calendário de imunização em Minas desde 2008. Em 2017, o esquema vacinal passou a adotar dose única ao longo da vida. No entanto, há uma recomendação de reforço para pessoas que receberam a primeira dose antes dos cinco anos de idade.

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A aplicação está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde do estado, dependendo da distribuição feita pela SES/MG aos municípios. Nos casos mais graves, a febre amarela pode provocar febre alta, icterícia, hemorragias e, em alguns casos, falência múltipla dos órgãos. A taxa de letalidade entre os pacientes que desenvolvem a forma grave da doença varia de 20% a 50%, de acordo com dados do governo federal.

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