CRIME VIOLENTO

Casal de idosos mortos em BH: diarista não será julgada no tribunal do júri

Juíza assina declaração que trata o crime como latrocínio e, por isso, deve ser julgado em vara criminal comum

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A diarista Paola Stefany Neto Cirino, suspeita de matar o casal de idosos Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, no Bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, não irá a tribunal do Júri. A decisão foi publicada nessa quinta-feira (9/7). 

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A declaração assinada pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, 1° sumariante da Comarca de Belo Horizonte, trata o crime cometido pela diarista como latrocínio (roubo seguido de homicídio) e, por isso, deve ser julgado em vara criminal comum. 

A juíza informou que o tribunal do júri seria inapto de julgar o crime de acordo com o Código de Processo Penal (CPP). Na legislação, esse julgamento é feito apenas por crimes especificamente contra a vida: homicídios dolosos, casos de auxílio ou induzimento a suicídio, infanticídios e abortos se encaixam nesse quesito. 

Ao Estado de Minas, o advogado de defesa de Paola, Bruno Correa, informou que vai se manifestar sobre a decisão por meio de uma nota. A reportagem aguarda o retorno.

Relembre o caso

O casal de idosos Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio foi vítima de duplo latrocínio em 29 de junho. Principal suspeita, Paola Stefany foi indicada por um primo de Maria Clotilde para fazer faxina no imóvel. Ela foi presa três dias após o crime, em Itabira, na Região Central do estado.

Na noite da última segunda-feira (6/7), a Polícia Civil seguiu as diligências da investigação, voltou ao apartamento e encontrou a faca usada para matar o casal. Os investigadores utilizaram luminol, um reagente químico capaz de revelar vestígios de sangue que não podem ser vistos a olho nu, para encontrar a arma.

Na quarta-feira (8/7), houve a reconstituição da cena do crime, também no apartamento com a presença da diarista suspeita e da defesa de ambas as partes. O momento foi marcado por gritos e xingamentos de vizinhos e pessoas na rua contra a acusada.

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*Estagiário sob supervisão do subeditor Thiago Prata

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