ALERTA NA ZONA DA MATA

Chuvas em Juiz de Fora: prefeitura amplia áreas de risco e evacua mais ruas

A Defesa Civil orienta saída preventiva por instabilidade do solo. Cidade na Zona da Mata soma 61 mortos e mais de 8,5 mil desalojados

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A lista de ruas evacuadas em Juiz de Fora (MG), na Zona da Mata, voltou a crescer nesta quarta-feira (4/3). A Defesa Civil orientou a saída preventiva de moradores de mais cinco vias, diante da instabilidade do solo e do risco de novos deslizamentos e desabamentos depois do temporal que atingiu o município no fim de fevereiro.

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Foram incluídas as ruas Engenheiro Murilo Miranda de Andrade, no Paineiras; Doutor Ignácio de Assis Villaça (Rua G), na Vila Olavo Costa; Baependi, no trecho entre o nº 142 e a bifurcação para a Estrada do Grotão, no Vitorino Braga; Cônego José Maria de Assunção, entre os números 442 e 561; e Rosa Sffeir, do nº 375 ao 585, no Grajaú, apenas no lado com fundos para a Rua Miguel Jacob.

 

Cidade sob estado de calamidade

Localizada na Zona da Mata, a cidade foi devastada por temporais a partir da noite de 23 de fevereiro. A chuva provocou deslizamentos de terra, alagamentos, desabamentos e destruição de estruturas públicas e privadas. O município decretou estado de calamidade pública.

Até o momento, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil confirmaram 61 mortes. O número de desalojados e desabrigados chega a 8.584 pessoas.

Desde a tragédia, diversas ruas de bairros como Bom Pastor, Cruzeiro do Sul, Dom Bosco, Eldorado, Monte Castelo, Grajaú, Jardim Natal, Vila Ideal e Paineiras já haviam sido interditadas ou evacuadas. As novas inclusões ampliam o perímetro de áreas consideradas de risco.

Abrigos improvisados em escolas

As famílias que precisaram deixar suas casas estão sendo encaminhadas para abrigos montados em escolas municipais e estaduais. Entre as unidades utilizadas estão as escolas municipais Raymundo Hargreaves, Amélia Pires, Áurea Bicalho, Gabriel Gonçalves, Belmira Duarte, Paulo Rogério, Henrique José de Souza, Marlene Barros, Fernão Dias, Dilermando Cruz, Antônio Carlos Fagundes e Amélia Mascarenhas, além da Escola Estadual Padre Frederico.

Nesta quarta-feira (4/3), a prefeitura esclareceu que é falsa a informação de que famílias atingidas seriam transferidas para o Parque Municipal. Segundo o Executivo, as ações relacionadas à oferta de moradia estão em fase de estudo e devem ser anunciadas ao longo da semana, considerando políticas públicas locais e iniciativas do governo federal.

Ainda nesta quarta, a Defesa Civil municipal realizou análises nas estruturas e nos espaços do Colégio de João XXIII, e notou a necessidade de obras emergenciais. Para preservar a segurança dos alunos o local foi interditado.

Situação também é grave em Ubá

A cerca de 100 quilômetros dali, em Ubá, a situação também é crítica. A prefeitura confirmou sete mortes, um desaparecido e 3.601 pessoas desalojadas em decorrência das chuvas.

Assim como em Juiz de Fora, moradores de áreas de risco em Ubá foram orientados a deixar suas casas preventivamente, enquanto equipes seguem no monitoramento de encostas e no atendimento às vítimas.

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*Estagiária sob supervisão do subeditor Gabriel Felice

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