Mulher é presa suspeita de planejar morte de nora na Grande BH
Vítima, de 24 anos, foi esfaqueada pelo marido em dezembro de 2025. Ela já tinha sido alertada pelas cunhadas que mãe e filho planejavam o crime
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Uma mulher de 48 anos foi presa suspeita de participar da morte da nora em dezembro de 2025. A investigada é investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) de ter ajudado o filho a planejar o crime. Ela foi detida, de maneira preventiva, nessa segunda-feira (26/1), em Sete Lagoas (MG), na Região Central. O crime aconteceu no Bairro Vila Esportiva, em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Graziele Rodrigues Brito, de 24 anos, foi esfaqueada na região do tórax e pescoço. No dia do crime, ela foi socorrida pela cunhada, irmã do suspeito, que a encontrou caída no chão e o irmão fugindo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, mas a vítima não resistiu.
O homem, identificado como Juarez Antônio da Silva, de 29 anos, foi preso em flagrante no dia do crime. Ele foi encontrado próximo a cidade de Francisco Dumont, a 363 quilômetros de distância de Vespasiano. Ao ser abordado, o homem confessou que matou a esposa por ela supostamente ter traído.
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De acordo com a delegada Adriana Rosa, do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), as investigações mostraram que o crime foi premeditado com a ajuda da sogra da vítima. A mulher teria instigado o filho a matar a esposa.
“Dentre os fatos que comprovaram a participação está que na noite anterior ao feminicídio a mãe do autor buscou os dois netos, filhos da vítima. É muito chocante uma mulher participando da execução de outra mulher, da mãe dos próprios netos”, disse a delegada.
Vítima foi avisada
As investigações mostraram, ainda, que o plano original dos suspeitos era que a vítima fosse morta na noite anterior, em 4 de dezembro. Ainda conforme Adriana Rosa, os preparativos foram frustrados pelas filhas da investigada, que souberam da pretensão da família e avisaram a vítima.
No dia, Graziele foi para a casa de parentes, mas acabou sendo convencida pelo marido a voltar para casa. Ela então foi encurralada e atacada. “As investigações comprovaram, ainda, que a mãe do autor já tinha planejado, inclusive, a sua fuga para outra cidade. Ela já tinha acertado um local para ele se esconder e uma pessoa que iria recepcioná-lo”, conta Rosa.
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O casal ficou junto por oito anos. A vítima deixou dois filhos, de 2 e 4 anos. As crianças ficaram aos cuidados de parentes maternos.