Linhas de ônibus têm rotas alteradas devido à guerra do tráfico no Barreiro
Mudanças atingem linhas 332 e 319 nas regiões da Vila Cemig e Conjunto Esperança
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O clima de medo e insegurança tomou conta, nos últimos dias, das comunidades Vila Cemig e Conjunto Esperança, na Região do Barreiro, em Belo Horizonte (MG), em meio à escalada da violência ligada à disputa pelo tráfico de drogas. Diante do cenário, duas linhas de ônibus, 332 e 319, tiveram os itinerários alterados na região.
Os episódios recentes incluem tiroteio em padaria, disparos em praça pública e a circulação de mensagens com tom de ameaça direcionadas a motoristas que trafegam pelas comunidades. A alteração das rotas foi confirmada pela Superintendência de Mobilidade (Sumob) e entrou em vigor desde essa segunda-feira (19/1).
Em nota, a Sumob informou que cartazes informativos serão afixados na Estação Barreiro para orientar os passageiros. O órgão destacou ainda que a Polícia Militar foi acionada para garantir as condições de segurança e avaliar o retorno dos itinerários originais assim que possível.
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Na noite dessa segunda-feira, uma operação da Polícia Militar na Praça Aquário resultou na prisão e apreensão de quatro suspeitos, depois de um ataque a tiros contra um homem. Durante a ação, os policiais apreenderam armas de fogo, drogas e uma motocicleta com registro de furto. Um dos envolvidos apresentava escoriações, mas recusou atendimento médico. Os suspeitos, com idades de 16, 17, 22 e 24 anos, foram levados à Delegacia de Polícia Civil e devem responder por tentativa de homicídio, tráfico de drogas e receptação.
Além dos confrontos armados, mensagens anônimas atribuídas a criminosos passaram a circular em redes sociais e grupos de WhatsApp, impondo regras para a circulação de veículos nas comunidades. Em um dos textos, motoristas são orientados a abaixar o farol e acender a luz interna ao entrar na região, sob ameaça de serem tratados como inimigos. “Moradores do conjunto, se puderem evitar nossa comunidade, evitem”, diz um trecho da mensagem.
A tensão no Barreiro se agravou desde 4 de dezembro, quando um ataque a tiros em uma quadra deixou dois mortos e nove feridos. Desde então, diversos tiroteios foram registrados. Em 11 de janeiro, um homem de 41 anos morreu após ser baleado na Vila Cemig. Segundo a Polícia Militar, ele não era o alvo dos disparos.
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No último domingo (18/1), outro episódio reforçou o clima de insegurança: um homem de 32 anos foi preso após atirar dentro de uma padaria no Bairro Esperança, ferindo um adolescente de 17 anos e um homem de 41 anos.