BELO HORIZONTE

Mãe e filhos que mataram mulher e esconderam corpo em cisterna vão a júri

Os quatro suspeitos teriam contraído um empréstimo de alto valor em nome do pai da vítima, que foi assassinada após exigir a devolução da quantia

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Quatro pessoas da mesma família - mãe e três filhos - irão a júri popular pelo assassinato de uma mulher no Bairro Candelária, na Região de Venda Nova, em Belo Horizonte, em agosto de 2024. Eles são acusados de terem matado a vítima, que era enteada da matriarca, a golpes de faca. Em seguida, o grupo ainda teria escondido o corpo em uma cisterna. 

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Os suspeitos respondem por homicídio qualificado, com recurso que dificultou a defesa da vítima, meio cruel e motivo torpe, e por ocultação de cadáver. A decisão da Justiça de Minas Gerais é assinada pelo juiz Roberto Oliveira Araújo Silva, do 2º Tribunal do Júri Sumariante da Comarca da Capital.

O magistrado manteve ainda a prisão preventiva da mãe e de um dos filhos, presos desde o dia do crime. Os outros dois suspeitos chegaram a ser detidos, mas tiveram a prisão preventiva revogada e, agora, respondem ao processo em liberdade, mediante medidas cautelares.

Entenda o caso

Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o crime foi premeditado. A vítima, Magna Laurinda Ferreira Pimentel, então com 42 anos, teria descoberto que a madrasta havia feito um empréstimo de alto valor em nome de seu pai. Ao descobrir o rombo financeiro, a mulher teria exigido a devolução do dinheiro.

No dia seguinte, duas meias-irmãs atraíram a vítima até a casa do pai, onde ela foi atacada a facadas pelo meio-irmão. Depois do crime, o grupo ocultou o cadáver da mulher dentro da cisterna, no quintal da casa do pai. O poço ainda foi lacrado com cimento.

Depois de ser preso, um dos suspeitos confessou o assassinato. A irmã dele admitiu, em depoimento, ter usado parte do dinheiro em apostas online, conhecidas como "jogo do tigrinho": ela teria gastado mais de R$ 8 mil da quantia em jogos de azar. Porém, negou participação no crime.  

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A outra irmã confirmou que parte do valor ficou guardada em sua conta poupança, a pedido da mãe, por receio de sumiço do dinheiro. Ela reforçou que o empréstimo seria destinado à reforma da casa e também negou participação no crime. A matriarca, do mesmo modo, negou ter envolvimento no assassinato: alegou apenas ter ouvido uma discussão entre o filho e Magna.

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