FEMINICÍDIO

Mulher morta na frente da filha é sepultada em BH

Cinthia Micaelli Soares Roliz, de 26 anos, foi morta com seis tiros no rosto pelo ex, que não aceitava o término.

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O sepultamento de Cinthia Micaelli Soares Roliz, de 26 anos, foi marcado por forte comoção, na tarde desta quinta-feira (1/1). Familiares e amigos prestaram as últimas homenagens à manicure, assassinada pelo ex-companheiro, Alex Oliveira de Souza, de 28 anos, com seis tiros no rosto, no Bairro Jardim América, Região Oeste de Belo Horizonte, nessa quarta-feira (31/12). 

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O crime aconteceu na frente da filha do casal, de 5 anos, que ficou em choque. O enterro foi realizado no Cemitério Parque da Colina, também na Região Oeste. O suspeito está foragido.

Muito abalada, a mãe da vítima Ângela Fernandes Soares, 48 anos, manifestou sua indignação à imprensa, em poucas palavras. "Hoje estou enterrando mais uma vítima de feminicídio. Ele calou a voz da minha filha, mas a minha ele não irá calar. Quero justiça", disse em lágrimas.

Ao Estado de Minas, a tia de Cinthia, Alice Roliz, também homenageou a sobrinha em palavras. "Pessoa incrível, minha companheira. Estudamos juntas. Me incentivou a voltar a estudar. Era maravilhosa, não tenho nem palavras para descrevê-la", mencionou.

Ela ainda reiterou que o crime não ficará impune. "Que a Justiça seja feita pela Cinthia, e por todas nós mulheres, porque não merecemos uma coisa dessas", disse Aline. 

Entes queridos acompanharam o sepultamento, que aconteceu sob o sol forte desta quinta. Vestidos, em sua maioria, com roupas brancas, parentes e colegas se uniram para chorar e se apoiar no momento difícil. Ao final, uma longa salva de palmas foi dada em homenagem à vítima.

Como foi o crime?

Na manhã dessa quarta, Alex, que estava sob condicional por tráfico de drogas, insatisfeito com o término do relacionamento, pulou o muro da residência onde Cinthia estava, na Rua Boturobi, no Jardim América, arrombou a janela e matou a ex com seis tiros no rosto.

O relacionamento durou cinco anos, e estavam separados há três meses. A vítima possuía medida protetiva contra o agressor, e vivia na casa da avó, para se esconder dele.

Segundo relato dos familiares, o suspeito insistia em reatar a relação e tentava sempre falar com ela. Na madrugada desta quarta-feira, por volta das 5h, ele ligou para Cinthia, que não o atendeu. Ao descobrir onde ela estava morando, foi atrás.

Quando invadiu a casa, acordou a vítima e os dois começaram a discutir, acordando a avó, que logo ouviu o barulho dos tiros. Alex desferiu seis disparos no rosto de Cinthia. O sangue acertou o rosto da filha do casal, de cinco anos, que dormia ao lado da mãe e acordou com a discussão. A criança não se feriu, mas ficou em estado de choque.

Após o crime, o suspeito foi visto passando de carro, diversas vezes, em frente ao beco de entrada da casa onde assassinou a ex-companheira. Ele está foragido desde então.

Relacionamento conturbado

À reportagem, a mãe de Cinthia contou que, há cinco anos, quando se conheceram, os dois iniciaram o relacionamento. A vítima ficou grávida e os dois passaram a viver juntos. Pouco tempo depois, Alex foi preso e condenado por tráfico de drogas.

No início, a mulher o visitava no presídio, e chegou a comprar um apartamento para morarem quando ele saísse da prisão. No entanto, quando encerrou a relação, deixou o apartamento com o ex e foi para a casa da mãe e, posteriormente da avó.

“Ele era muito ciumento e, por várias vezes, chegou a agredi-la. Era uma situação insustentável, até que ela resolveu se separar, achando que estaria livre dele e que sua vida seria mais tranquila”, disse Ângela. No entanto, após o término, Alex passou a perseguir a vítima. “Ele ligava pra ela o tempo todo. Descobriu onde estava morando e passou a ir na casa, mas ela não abria a porta”, contou a mãe.

Cinthia trabalhava como manicure em um salão de beleza, no Barreiro. Segundo Ângela, por lá também era comum que Alex aparecesse por lá, e por diversas vezes, ameaçasse as colegas de trabalho dela. “Ele era um vagabundo, um sanguessuga. Nunca trabalhou. Havia jurado que mataria minha filha se ela não voltasse a viver com ele”, disse a mãe, revoltada.

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Viagem

Ângela ainda comentou que a filha planejava sair do Brasil por causa das ameaças sofridas. "Minha filha planejava sair do Brasil, levando minha neta, isso para sair da mira do Alex, que sempre a ameaçava. Assim, ela iria escapar da mira dele”, afirmou ela. Além disso, a família estava com viagem marcada para comemorar o aniversário da jovem, que seria dia 9 de janeiro.

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