Animais
Veneno que pode virar remédio: escorpião da Amazônia surpreende cientistas em pesquisa contra o câncer de mama
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Resultados preliminares, apresentados na FAPESP Week França em junho de 2025, mostraram que a molécula BamazScplp1 teve, em testes com células de câncer de mama, ação comparável à do paclitaxel, quimioterápico usado no tratamento da doença. A descoberta, porém, ainda está em fase experimental e não representa um novo medicamento disponível para pacientes. Foto: Unsplash / National Cancer Institute -
Um dos resultados mais avançados dessas pesquisas é um selante de fibrina desenvolvido a partir de uma enzima obtida do veneno de serpente. A “cola biológica” ajuda a unir tecidos e vem sendo estudada em diferentes aplicações, como reparação de nervos periféricos, fraturas ósseas e lesões da medula espinhal. Foto: Reprodução/TV Unesp -
Um dos resultados mais avançados dessas pesquisas é um selante de fibrina desenvolvido a partir de uma enzima obtida do veneno de serpente. A “cola biológica” ajuda a unir tecidos e vem sendo estudada em diferentes aplicações, como reparação de nervos periféricos, fraturas ósseas e lesões da medula espinhal. Foto: Divulgação -
O Brotheas amazonicus é um escorpião da família Chactidae encontrado na região amazônica e ainda pouco estudado em comparação com espécies de maior importância médica no Brasil. Seu veneno passou a despertar interesse científico pela presença de moléculas bioativas com potencial para aplicações na medicina. Foto: Gerry van Tonder/iNaturalist -
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Como outros escorpiões, o Brotheas amazonicus possui quatro pares de patas e pedipalpos que terminam em pinças. Na extremidade da cauda fica o télson, estrutura que abriga as glândulas produtoras de veneno e termina no ferrão usado para inoculá-lo. Foto: Rogério Gribel/iNaturalist -
Como ocorre com muitos escorpiões, o Brotheas amazonicus tende a permanecer escondido durante o dia e apresentar maior atividade à noite. Abrigos naturais, como troncos, folhas e outros materiais no solo da floresta, oferecem proteção, enquanto pequenos invertebrados fazem parte da alimentação dos escorpiões. Foto: Divulgação/Thiago G. Carvalho -
Diferentemente de escorpiões de maior importância médica, o Brotheas amazonicus possui veneno de baixa toxicidade para seres humanos, com acidentes associados principalmente a sintomas locais leves. Na natureza, suas toxinas ajudam a imobilizar pequenas presas, especialmente insetos, facilitando sua captura. Foto: Artur Moes/UERJ -
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Como predador de pequenos invertebrados, o Brotheas amazonicus participa da cadeia alimentar dos ambientes amazônicos em que vive. Ao consumir insetos e outras presas, integra as relações ecológicas da floresta e, ao mesmo tempo, pode servir de alimento para outros animais. Foto: Reprodução/YouTube -
O veneno do Brotheas amazonicus apresenta baixa toxicidade para seres humanos, diferentemente do de algumas espécies brasileiras de maior importância médica. Suas toxinas estão relacionadas principalmente à captura e imobilização de pequenas presas. Ainda assim, uma picada pode provocar dor e outros sintomas locais. Foto: Wikimedia Commons/Ythier E (2018) -
Bem diferente é o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), de grande importância médica no Brasil e muito adaptado aos ambientes urbanos. Seu veneno pode causar quadros graves, sobretudo em crianças. A espécie também chama atenção pela partenogênese: as fêmeas conseguem se reproduzir sem a fecundação por machos. Foto: flickr - José Roberto Peruca -
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A conservação da floresta amazônica também é importante para espécies ainda pouco conhecidas pela ciência, como o Brotheas amazonicus. O desmatamento e a degradação dos habitats ameaçam a biodiversidade da região e podem fazer desaparecer organismos antes mesmo que seu potencial ecológico e científico seja plenamente conhecido. Foto: Reprodução/YouTube