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O secretário substituto do Tesouro Nacional, David Athayde, admitiu nesta quinta-feira (30/7) que o governo estuda revisar o limite anual previsto de 2,5% para o crescimento das despesas federais. O teto foi estabelecido nas regras aprovadas no arcabouço fiscal, em 2023, e uma das possibilidades seria reduzir o avanço desses gastos para 1,5% ao ano.
"São contas que estão em estudo. A Fazenda está fazendo sempre medidas adicionais que possam contribuir com a consolidação fiscal em curso", disse o secretário, durante a coletiva de apresentação dos Resultado do Tesouro Nacional (RTN) de junho.
"Acho que não tem uma conta específica para este ano, quanto isso daria em termos de contenção fiscal, acho que é uma coisa justamente para se pensar", acrescentou.
Athayde ressaltou que a equipe econômica planeja um superavit de 1,5% em 2030 e que, para esse cenário ser viável, o governo deve promover medidas para atingir o que ele chamou de "consolidação fiscal".
"Sempre a Fazenda estuda medidas para a melhora das contas públicas, para garantir o atingimento das metas fiscais. Acho que dá para dizer que, dentre as coisas que são estudadas, eventualmente ajustes de despesa obrigatória, que possam permitir um ajuste no campo da despesa é uma das medidas que estão na mesa", acrescentou o secretário.
Déficit
O déficit do governo central chegou a R$ 92,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Tesouro Nacional.
O rombo é significativamente maior do que o apurado no mesmo período do ano anterior, quando ficou em R$ 11,3 bilhões. A equipe econômica considera a diferença entre as despesas com a Previdência Social e as receitas do Tesouro e do Banco Central para chegar a esse número.