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Inteligência artificial vira produto na Economia Criativa, diz Hotmart

Segundo a empresa, automação com IA já recupera vendas, negocia pagamentos e responde alunos em cursos online

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A inteligência artificial começa a ocupar papel central na chamada ‘Economia Criativa’. Um estudo divulgado pela Hotmart indica que a tecnologia já influencia diretamente receita, operação e novos produtos criados por empreendedores digitais.

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O relatório analisa negócios estruturados em torno de cursos online, mentorias e comunidades pagas. Segundo o levantamento, apenas os cursos voltados à capacitação em IA movimentaram R$142,8 milhões em 2025. O valor representa crescimento de 700% em relação a 2023. 

 

Além de se tornar tema de ensino, a tecnologia passou a integrar a operação cotidiana desses negócios. Sistemas automatizados já participam da recuperação de vendas, da gestão de pagamentos e do atendimento aos alunos.

Na etapa comercial, agentes de vendas conversacionais interagem com consumidores que abandonaram carrinhos de compras. A ferramenta analisada no estudo já conversou com mais de 200 mil potenciais compradores e ajudou a recuperar cerca de R$16,6 milhões em vendas em quatro meses.

Outro uso aparece na cobrança. Agentes automatizados enviam lembretes antes do vencimento e auxiliam negociações após atrasos. Entre abril e novembro de 2025, mais de R$220 milhões foram pagos em dia ou recuperados com apoio desse tipo de automação.

Para Paulo Vendramini, diretor de produto da empresa, a mudança vai além da produtividade e já interfere diretamente na sustentabilidade financeira dos negócios digitais. Segundo ele, “o que vemos agora é a tecnologia saindo do campo da produtividade para entrar diretamente nos lucros e perdas (P&L) das empresas digitais”. 

O executivo acrescenta que a tendência altera a lógica competitiva do setor. “Não estamos mais falando de ferramentas para escrever textos, mas de uma infraestrutura que protege a margem de lucro e permite que um negócio escale”.

Outra frente destacada no relatório é o surgimento de um novo formato de produto digital. Em vez de apenas consumir conteúdo, o usuário pode utilizar agentes de IA treinados com a metodologia do próprio produtor.

Na prática, isso permite que um aluno use um sistema conversacional para aplicar o conhecimento aprendido em tarefas do dia a dia, como organizar finanças ou simular decisões.

Nos dois primeiros meses após o lançamento desse formato, mais de 27 mil pessoas compraram agentes de IA na plataforma, gerando cerca de 380 mil interações.

A automação também chegou ao suporte educacional. Um assistente digital responde dúvidas dos alunos com base no material do curso e opera continuamente. Segundo o levantamento, mais de meio milhão de estudantes já foram atendidos, reduzindo em até 50% as demandas manuais de suporte.

O avanço dessas ferramentas levanta também questionamentos sobre controle e confiabilidade das respostas geradas por sistemas automatizados. Ao Estado de Minas, Gabriel Lages, diretor de Data & Analytics da Hotmart, explicou que a empresa adotou uma arquitetura de segurança para evitar promessas indevidas ou respostas desalinhadas com o conteúdo dos cursos. Segundo ele, o funcionamento parte de uma base restrita de treinamento: “Implementamos um sistema de segurança em múltiplas camadas, focado em controle, conformidade e aprendizado contínuo. O agente é treinado exclusivamente com o material e as diretrizes fornecidas pelo produtor, sem acesso a informações externas”. 

De acordo com o executivo, as conversas passam por mecanismos técnicos que funcionam como um filtro permanente de comportamento:  “As interações do agente passam por uma robusta camada de proteção chamada AI Guardrails. Esses guardrails funcionam como um auditor em tempo real, garantindo que o agente mantenha o foco nos tópicos relacionados ao produto e bloqueando promessas indevidas que não possam ser comprovadas pela base de conhecimento”.

Lages afirma que o modelo também prevê supervisão ativa dos próprios produtores que utilizam a plataforma. Segundo ele, as conversas podem ser revisadas e utilizadas para aperfeiçoar o desempenho do sistema: “Estamos desenvolvendo uma plataforma que coloca o produtor no controle do aprimoramento contínuo do agente. É possível auditar e validar conversas, corrigir respostas e retreinar o agente, incorporando esse aprendizado nas próximas interações”, afirmou.

No ambiente educacional, a lógica é semelhante. O assistente virtual responsável por responder dúvidas dos alunos opera com base no material do próprio curso, o que limita a geração de respostas fora do contexto. Segundo Lages, “o Tutor é treinado com base no conteúdo do próprio curso, como as aulas hospedadas e materiais adicionais incluídos pelo produtor digital”.

Quando a informação solicitada não está presente no conteúdo, o sistema evita completar a resposta com conhecimento externo e orienta o aluno a revisar outras aulas ou entrar em contato com o produtor.

As conversas também geram dados sobre o comportamento dos estudantes. Esses registros são analisados pelos criadores de cursos para identificar dúvidas recorrentes e ajustar o material didático: “Os produtores conseguem acompanhar as interações pela aba de Tutor Insights, que identifica dúvidas mais recorrentes e aponta oportunidades de novos conteúdos”, explicou.

Segundo o executivo, os agentes de IA criados na plataforma funcionam como uma extensão prática da metodologia desenvolvida pelos próprios especialistas que vendem cursos: “Um agente de inteligência artificial funciona como um assistente treinado com a metodologia e os conteúdos do próprio produtor. Ele interage com os alunos para apoiar tarefas relacionadas ao tema ensinado”, disse.

Segundo a Hotmart, essa integração entre conteúdo, automação e interação contínua indica uma nova etapa da Economia Criativa. Para a empresa, o conhecimento deixa de ser apenas informativo e passa a funcionar como ferramenta prática para execução de tarefas no cotidiano dos usuários. A companhia avalia que esse movimento tende a aproximar aprendizado e aplicação dentro das próprias plataformas digitais, ampliando o papel de sistemas automatizados no funcionamento de negócios baseados em conteúdo.

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