Governo barra pedidos de ONGs sob suspeita no escândalo das ‘quentinhas invisíveis’
Ministério do Desenvolvimento Social rejeitou recursos e manteve tomada de contas para recuperar dinheiro
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MDSO Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social rejeitou recursos e manteve o rompimento dos convênios com duas ONGs investigadas no caso das “quentinhas invisíveis”, a Associação Plenitude do Amor, da Bahia, e a Associação Filantrópica Casa de Apoio Social, de Goiás.
O escândalo veio à tona em fevereiro de 2025, após reportagens mostrarem que ONGs contratadas pelo governo para distribuir refeições a pessoas vulneráveis receberam recursos públicos sem entregar os alimentos previstos.
Na mesma decisão, o ministério também abriu processos para apurar e cobrar a devolução dos recursos já repassados às entidades no Programa Cozinha Solidária.
Os contratos haviam sido assinados no fim de 2024 e tiveram a maior parte dos recursos liberada antes da suspensão. A entidade baiana recebeu R$ 1,1 milhão de um total de R$ 1,6 milhão. A ONG goiana ficou com R$ 764,9 mil de um convênio de pouco mais de R$ 1 milhão.
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O ministério rejeitou os pedidos das duas ONGs para suspender a punição, transformar o rompimento do convênio em um acordo amigável e permitir compensações futuras. A decisão manteve a abertura de uma Tomada de Contas Especial, etapa que pode resultar na cobrança dos valores e na responsabilização dos gestores.