ROÇA COM ORGULHO

O que cidade mineira faz para ser a capital da gastronomia rural

Ponto de parada entre Minas e Goiás no período colonial desenvolveu uma cozinha própria, associada à simplicidade, fartura e hospitalidade

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Itapecerica – Deixe-se encantar pelos sons da banda de música bicentenária, siga o ritmo do Reinado de Nossa Senhora do Rosário, forte tradição no mês de agosto, e respire bem fundo outros ares – em qualquer época do ano, é sempre bom. Tudo isso e muito mais no cenário formado pelo casario bem-preservado entre montanhas, igrejas coloniais, com destaque para a matriz do padroeiro, São Bento, artesanato feito de taquaras de bambu e, pairando sobre o conjunto arquitetônico e natural, o aroma das comidas que sai das panelas e parece atrair o mundo, em todos os sentidos.

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Estamos em Itapecerica, no Centro-Oeste de Minas Gerais, que ganha novo tempo na sua história para fortalecer a comunhão entre cultura, gastronomia e vocação no acolhimento aos que chegam. Nesta viagem pelo município de 21 mil habitantes, distante 178 quilômetros de Belo Horizonte, vamos conhecer o potencial da localidade.

Orgulhosas em chamar seu pedaço de terra de “roça”, valorizando antigas tradições, famílias inteiras transformam carne, leite, café, polvilho, aguardente, farinhas e demais produtos cultivados nos sítios e fazendas em doces e salgados com sabor particular e bem mineiro.

O fogão a lenha é um atrativo do restaurante Puro de Minas, que funciona só com reserva no quintal de uma residência
O fogão a lenha é um atrativo do restaurante Puro de Minas, que funciona só com reserva no quintal de uma residência Gustavo Werneck/EM/D.A Press

Quem já esteve no Festival de Gastronomia Rural de Itapecerica, evento realizado em junho, conhece bem esses sabores e não perde a próxima edição. O melhor é que cada prato vem acompanhado de uma boa história de vida, o que faz toda a diferença. E temos, entre conversas e comilança, arroz com suã, galinhada, queijo de leite de ovelha, croquete “amansa jiló” (de mandioca com linguiça e jiló), molho da madrinha (de pele de porco com caldo de feijão e vegetais), bolinho de fubá de canjica e outros.

E é exatamente para valorizar todo esse patrimônio cultural, em especial a gastronomia, que o Sebrae Minas, a Prefeitura de Itapecerica e o Sicoob Crediverde lançaram o projeto Identidade Gastronômica e o Plano de Futuro. Trata-se de uma iniciativa para resgatar as origens da culinária rural, dar ênfase aos saberes locais e traçar estratégias para transformar tanta riqueza em desenvolvimento econômico, com fortalecimento dos pequenos negócios de alimentação e ampliação do turismo de experiência.

Conduzido de forma colaborativa desde o ano passado, o Estudo de Identidade Gastronômica reuniu pesquisas, escuta da comunidade e mapeamento de receitas, ingredientes e saberes tradicionais fundamentais na formação da gastronomia de Itapecerica.

“O trabalho valoriza a culinária rural como patrimônio cultural e identifica oportunidades para agregar valor à produção, ampliando a competitividade dos empreendimentos”, diz o gerente da Regional Centro-Oeste do Sebrae Minas, Leonardo Mól. Em resumo, Itapecerica se torna a capital da gastronomia rural mineira.

No Memorial de Itapecerica, fica o bar e restaurante de Dênio Monteiro, que serve arroz com suã preparado por mãos talentosas
No Memorial de Itapecerica, fica o bar e restaurante de Dênio Monteiro, que serve arroz com suã preparado por mãos talentosas Gustavo Werneck/EM/D.A Press

Enquanto isso, o Plano de Futuro apresenta uma estratégia com diretrizes e ações para orientar o desenvolvimento da cadeia gastronômica do município nos próximos anos. Entre as prioridades, estão qualificação dos empreendedores, valorização dos ingredientes regionais, fortalecimento da identidade dos estabelecimentos, promoção do destino e integração entre restaurantes, produtores rurais e demais negócios ligados ao turismo.

“A proposta é ampliar a geração de renda e estimular o fluxo de visitantes durante todo o ano. A iniciativa integra o Prepara Gastronomia, programa do Sebrae Minas voltado ao fortalecimento dos empreendimentos de alimentação fora do lar”, destaca Leonardo Mól.

Café e pão de queijo

São 7h de uma manhã ensolarada, embora ainda com o ar fresco que ficou do inverno nas terras do Centro-Oeste mineiro. O café e o pão de queijo estão quentinhos sobre a mesa na Pousada Vila dos Chalés, e chega a primeira hora de mergulharmos no patrimônio cultural e gastronômico de Itapecerica. “Bater perna” pelas cidades do interior mineiro faz bem ao corpo, à mente e às descobertas – quem duvida? –, ainda mais quando o “buchinho”, como se diz na região, ganha mais algumas calorias com tanta diversidade servida nas casas e em restaurantes, bares, padarias, lanchonetes e até num charmoso bistrô, como veremos mais adiante neste passeio.

Construção colonial com dois séculos de história, o Hotel Fazenda Palestina enche a mesa com quitutes artesanais para o café da tarde
Construção colonial com dois séculos de história, o Hotel Fazenda Palestina enche a mesa com quitutes artesanais para o café da tarde Gustavo Werneck/EM/D.A Press

Nas ruas centrais da cidade, vê-se a base de todos os postes de iluminação pública pintada artisticamente, fazendo menção às rosas cultivadas no município. Boas-vindas muito simpáticas! E lá vamos nós, tendo como guia a equipe do Sebrae Minas e a turismóloga Mayara Costa, da Singular Travel MG. Para começar, um tour pela Matriz de São Bento, joia do século 18, e pelas igrejas São Francisco, uma das primeiras da cidade, e Nossa Senhora do Rosário.

Na Igreja São Francisco, um concerto especial da Corporação Musical Nossa Senhora das Dores, sob a regência de Cássia Theresa Rodrigues Medeiros. Presente, o filho da terra e bispo emérito de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, dom Gil Antônio Moreira, faz a apresentação, ressaltando que a banda de música foi criada em 1808, ano em que a rainha de Portugal, dona Maria I (1734-1816) e seu filho, dom João VI (1767-1826), chegaram ao Brasil.

Já a Igreja do Rosário, como ocorre no início de agosto, é o ponto central do Reinado, com o cortejo, apresentação de vários grupos e comida, sempre de graça, servida aos moradores e visitantes nas casas.

Casas centenárias

Entre, fique à vontade e sinta-se em casa. A hospitalidade do interior mineiro se faz presente em Itapecerica. Nosso primeiro almoço será no Puro de Minas, que funciona no quintal de uma residência na Praça do Coreto, sob o comando do casal Vanderlei Amorim, paulista de Itu, e residente em Itapecerica há 20 anos, e Adriana Amorim. No menu, galinhada, pernil, tutu e salada. De sobremesa, goiabada, doce de leite e pudim. O restaurante funciona só com reserva.

O casal comanda também o Hotel Fazenda Palestina, espetacular construção colonial com dois séculos de história, onde há o Memorial dos Escravizados. Nos fins de semana, é possível almoçar no hotel.

Quem curte pinga da boa deve visitar a Cachaça Caipira, empreendimento familiar existente há mais de 70 anos e localizado no povoado de Sucupira, onde a “gente planta, destila e vende”, conforme diz Gabriel Gomes de Lima, neto de Antônio Lopes de Lima, de 90 anos, iniciador de toda essa história.

Surdo desde a infância – daí a cachaça ser conhecida popularmente por “Pinga do Mudo” – seu Antônio está à frente do negócio com a esposa, dona Ercília Maria Pereira de Lima, de 87, oferecendo a bebida envelhecida em tonéis de carvalho e inox. Na gerência do empreendimento, estão os filhos de seu Antônio e dona Ercília: Paulo, Guilherme e Guido, e os netos Gabriel e Vinícius Gabriel.

A degustação da aguardente tem um complemento importante: a linguiça do Paulinho, embutido suíno fabricado por ele há quase quatro décadas. “Trabalhei num açougue e aprendi o ofício. Tudo que consegui foi com esse serviço e sou orgulhoso de ter uma filha médica fazendo residência para cirurgia, em BH, e um filho advogado”, conta Paulo Donizete Pereira, dono do Açougue do Paulinho. Brincalhão, diz num contraponto à filha: “Só faço mesmo ‘cirurgia’ em porco, só que não escapa nenhum.”

Já na terceira geração, a Cachaça Caipira atua desde a plantação da cana-de-açúcar até a venda da bebida
Já na terceira geração, a Cachaça Caipira atua desde a plantação da cana-de-açúcar até a venda da bebida Gustavo Werneck/EM/D.A Press

Mercado Mineirinho

Antiga rodoviária, restaurada e reinaugurada em 2024, o Mercado Municipal Mineirinho abriga restaurantes como o Locomotiva, onde o visitante tem à disposição o risoto de frango caipira com quiabo. Perto dali, no Memorial de Itapecerica, fica o Bar e Restaurante dos Amigos, de Dênio Monteiro, que serve arroz com suã, preparado no capricho e com todo o talento das mãos mineiras.

Para jantar, a dica é a Bella Pizza, com massa fininha e sabores regionais, como a Mió de Minas, costelinha suína com molho de rapadura, acompanhados das cervejas artesanais Magnólia.

Ampla investigação

A construção da Identidade Gastronômica de Itapecerica mobilizou agricultores, cozinheiros, empresários e representantes da comunidade em amplo processo de investigação elaborado por Max Jaques, cozinheiro, escritor e pesquisador, sob coordenação da analista do Sebrae Minas Simone Lopes.

Além do levantamento de ingredientes, receitas e histórias que ajudam a explicar a formação da culinária local, foram realizadas entrevistas, visitas técnicas e oficinas participativas. O resultado é um documento que registra os saberes tradicionais do município e aponta oportunidades e ações prioritárias para consolidar Itapecerica como referência em gastronomia e turismo.

O resultado do trabalho revela que a culinária local foi moldada pela origem rural e pelos antigos caminhos da Picada de Goiás, importante rota do período colonial que ligava Minas às regiões de mineração do atual território do estado vizinho. Ponto de parada e descanso de viajantes, a cidade incorporou diferentes referências e desenvolveu uma cozinha própria, associada à simplicidade, fartura e hospitalidade.

A analista do Sebrae Minas Ana Caroline Pessoni explica que a Identidade Gastronômica é uma ferramenta estratégica para diferenciar destinos e fortalecer negócios. “O estudo reconhece uma identidade que já está presente nos ingredientes, nas receitas e nas mãos de quem produz, ao mesmo tempo em que cria condições para ampliar o reconhecimento de Itapecerica, atrair visitantes e gerar novas oportunidades de mercado.”

“Pedra escorregadia”

Itapecerica nasceu arraial, na primeira metade do século 18, e depois foi elevada a Vila de São Bento do Tamanduá. Em 1862, tornou-se município, com o nome de Cidade do Tamanduá, e, 20 anos depois, foi batizada oficialmente Itapecerica, palavra que significa “pedra escorregadia” ou “pedra lisa” na língua dos indígenas que habitaram a região, informa a historiadora Erivelta Diniz, da Secretaria Municipal de Cultura.

Caminho de volta


Novo dia, ânimo revigorado e mais experiências gastronômicas em Itapecerica. Vamos começar com a estimulante visita ao sítio Sabores da Ovelha, referência na produção de queijos de leite do animal tratado com o maior carinho pelo casal Alex Santoro e Lara Dias e os filhos Artur, Gabriela e João.

Além de manter a produção de queijos no sítio Sabores da Ovelha, Lara Dias administra um bistrô com a família
Além de manter a produção de queijos no sítio Sabores da Ovelha, Lara Dias administra um bistrô com a família Gustavo Werneck/EM/D.A Press


Lara enaltece a qualidade nutritiva do leite de ovelha, “que tem 75% mais cálcio do que o da vaca”. E explica ainda que são necessários apenas cinco litros de leite de ovelha para se fazer um queijo, enquanto do de vaca se gasta o dobro.

Ao retornar à cidade de seus antepassados após viver em Belo Horizonte, Lara mergulhou de corpo e alma na lida com a criação, passando, com o marido e os filhos, pelos percalços da pandemia, e usando a criatividade coletiva para garantir a sustentabilidade, incluindo a produção orgânica de morangos.

Um espaço bem especial na história da família está no bistrô que funciona na casa onde eles residem. Como o pai e os filhos são músicos e cantores – e dos bons! – há sempre um show para animar os clientes e hóspedes, pois a propriedade também funciona como pousada.

Mão na massa

A exemplo de Lara, Alex e filhos, outras pessoas retornam à terra natal ou de antepassados para abrir novos caminhos e refazer a vida. Moradora de BH, a advogada Ellen Slailati trocou processos e audiências pela tranquilidade de Itapecerica. Decidida, após o término do casamento, “pôs a mão na massa” e entrou no mercado de doces artesanais.

Batizado de Descasadinho, a sobremesa criada por Ellen Slailati une abacaxi, doce de leite cremoso e farofa crocante
Batizado de Descasadinho, a sobremesa criada por Ellen Slailati une abacaxi, doce de leite cremoso e farofa crocante Gustavo Werneck/EM/D.A Press

No melhor estilo “de um limão fiz uma limonada”, ela preferiu mesmo descascar um abacaxi, cortar em cubinhos e, com doce de leite cremoso, farofinha crocante e creme ganache, criar o Descasadinho, anteriormente batizado de “Prato da chef”. Bem-humorada, a advogada-doceira conta que encontrou uma brecha no mercado e agradou em cheio com a novidade: as iguarias servidas na hora, na quantidade e ao gosto do freguês.

Também em busca de novos ares, a consultora tributária Letícia Barros, nascida e criada em Nova Lima, na Grande BH, trocou de cidade e se dedica à marca de café especial Cumbré Café de Origem. Herdou o gosto pela atividade do avô, o político Vitor Penido de Barros, proprietário de terras no município.

“A região é rica em condições climáticas, pois não é tão quente nem tão fria. Para o café, há uma altitude média de 800 a 900 metros, o que é bom para o cultivo do tipo especial. Pelo histórico, também não é alvo de fortes geadas”, afirma.


Letícia explica ainda que na fazenda, especificamente, há um forte trabalho de agricultura regenerativa: a “cama” na qual as vacas dormem é o próprio adubo do café; e a casca do café colhido volta para a “cama” dos animais. “Temos assistência técnica do agrônomo Tales Rodrigues e apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG)”, observa.

Forno a lenha

No término deste passeio gastronômico, vamos à Fazenda Laranjo, de propriedade de Sebastião Leogino Mendonça e dona Imaculada Conceição Mendonça, distante 22 quilômetros do Centro da cidade. Exatamente na hora combinada, às 10h de um domingo, dona Imaculada retirava do forno a lenha uma quantidade extraordinária de pães de queijo.

“Come de uma vez, senão esfria... bom é enquanto tá quente”, ela convidou, ao lado do marido, dos filhos Kênio, Cleiton, Lidiane e Leandro, noras e 11 netos. À mesa, uma profusão de doces, entre eles o de queijo, de mamão, figo e de leite, além de roscas, biscoito polvilho, bolos e um interminável “quero mais”.

Também de volta à terra natal, e trazendo na bagagem o recomeço, Lidiane, formada em nutrição e mãe de Letícia, de 9 anos, leva com os pais e irmãos os projetos da família. No Centro da cidade, ela mantém a loja Iguarias de Minas, na qual vende produtos da Fazenda Laranjo e de outras propriedades rurais.

“Sempre falo que manter essa cultura, essa tradição de produtos da roça significa valorizar nossa região. Receber as pessoas na fazenda, então, só nos dá prazer. Nada disso tem valor sem afeto, pois a emoção fala alto e o coração se enche de alegria.”

Festa no paladar

Milho, mandioca, carne de porco, frango caipira, cachaça, queijos, linguiça, quitandas e doces mineiros despontam na lista de ingredientes e produtos mais representativos de Itapecerica. No caderno de receitas tradicionais, há o preparo do bolinho de milho, frango ensopado, molho de ovo, broinha temperada, mentira (também conhecida como mexerico) e tutu tonto do Reinado. As quitandas da Soraia e os famosos produtos da Maria Doceira fazem festa para o paladar.

Tal herança dialoga com o patrimônio histórico e cultural do município. Fundada no século 18, Itapecerica preserva casarões coloniais, ruas de pedra, edificações religiosas e manifestações como o Grande Reinado do Rosário. Um bom exemplo do legado está nas receitas guardadas no caderno e no coração de Silvânia Mara da Silva, à frente do Kaka Empório, estabelecimento que completará 50 anos em 2027.

Com variedade de quitandas e 10 tipos de pão de queijo – uns de recheio surpreendente, a exemplo do ovo frito com queijo canastra –, Silvânia conta que chega a assar 250 pães de queijo por dia. Especialmente para esta edição, forneceu uma receita de família, do bolinho de fubá de canjica, que ganhou o nome de dona Sueli, sua mãe.

Receita: Bolinho de fubá de canjica da dona Sueli

*Rende 24 unidades (tamanho médio) ou 40 (pequenos)

À frente do Kaka Empório, Silvânia da Silva oferece uma enorme variedade de quitandas, entre elas o bolinho de fubá de canjica da sua mãe
À frente do Kaka Empório, Silvânia da Silva oferece uma enorme variedade de quitandas, entre elas o bolinho de fubá de canjica da sua mãe Gustavo Werneck/EM/D.A Press

Ingredientes

• 2 ovos
• 3 copos (tipo americano) de leite até no friso
• 190g de fubá de canjica
• Sal

Modo de fazer

Quebre os ovos em um recipiente, coloque uma pitada generosa de sal e misture. Em seguida, adicione o leite em temperatura ambiente e misture mais um pouco. Coloque o fubá, aos poucos, e mexa até o ponto da massa ficar bom. Se a massa ficar mole, adicione um pouquinho mais de fubá. O ponto não pode ser mole ao ponto de cair da colher e nem muito duro. Experimente o sal para ver se ficou no ponto. Em uma vasilha maior, coloque óleo suficiente para que os bolinhos flutuem. O óleo precisa estar morno para começar a colocar os bolinhos. Quando colocados no óleo, eles vão para o fundo. Depois, começam a boiar e se viram sozinhos. Deixe no fogo baixo fritando devagar até ficarem um pouco morenos.

Serviço

• Pousada Vila dos Chalés
(37) 99949-4645


• Puro de Minas
(37) 99927-3778


• Hotel Fazenda Palestina
(37) 99968-5103


• Cachaça Caipira
(37) 3445-0257


• Açougue do Paulinho
(37) 99941-2149


• Locomotiva Bar e Café
(37) 99809-3940


• Bar e Restaurante dos Amigos
(37) 99926-2650


• Bella Pizza
(37) 99860-7722


• Cervejaria Magnólia
(37) 99916-0300


• Sabores da Ovelha
(37) 99942-0243


• Ellen Slailati
(37) 98846-0002


• Cumbré Café de Origem
(37) 99872-3862


• Iguarias de Minas
(37) 99860-4244


• Soraia Quitandas
(37) 99937-2059


• Maria Doceira
(37) 3341-3066


• Kaka Empório
(37) 3341-1745

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*O repórter viajou a convite do Sebrae Minas

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