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‘Emergência 53’ tem pulsação acelerada

Com trama que se desenrola em unidade móvel de urgência, série médica contrasta o atendimento aos pacientes com dramas dos profissionais de saúde

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Na Unidade 53 do SMU (Sistema Móvel de Urgência), a medicina e o completo caos se encontram diariamente. Isso não se dá apenas pelas pessoas que precisam de socorro em situações extremas, mas também pela sanidade questionável de todos os personagens principais da trama: médicas e médico, enfermeiras e enfermeiro, motoristas e mecânica.

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Com as assinaturas de Cláudio Torres, Marcio Maranhão e Andrucha Waddington na direção, a série em 10 episódios está disponível no Globoplay.



O ponto de partida é a história da enfermeira Manuela (Valentina Herszage). Filha de Maurício Bastos (Emílio de Mello), médico rico e influente, deseja ir trabalhar em uma zona de guerra. Para assustá-la, ele encontra um emprego para a jovem na Unidade 53, comandada pela ex-esposa, a médica Irene (Yara de Novaes). É quando Manuela percebe que não precisa sair do país para trabalhar em uma guerra – ela encontrou o que buscava bem ali, no Rio de Janeiro.



A unidade do SMU, sistema de urgência inspirado no SAMU, é formada também pela Dra. Glória (Heloísa Jorge), Dr. Pedro (Emílio Dantas), os enfermeiros Vanessa (Raquel Villar) e Átila (William Nascimento) e os motoristas Duda (Ana Hikari) e Vandam (Jaffar Bambirra). Cada um deles lida com problemas pessoais intensos e, mesmo que em algumas (e loucas) vezes isso respingue no ambiente de trabalho, a qualidade do socorro não é impactada.



COMPETÊNCIA


São ótimos profissionais, que conseguem salvar pacientes em meio a desabamentos e cercados por bandidos armados. Vandam, motorista da unidade, é um dos pilares da equipe. “Ele é apaixonado por carro, por velocidade. É um cara que tem uma casca, mas que tem algo por trás disso”, afirma o carioca Jaffar Bambirra. O personagem ganha destaque e enredo próprio quando passa a lidar com problemas relacionados ao pai.



Para ele, um dos maiores desafios de gravar a série foi a precisão médica necessária para interpretar um socorrista. “Porque dentro de uma ambulância, todos são socorristas, desde os condutores aos enfermeiros e médicos. Todo mundo precisa fazer sua parte e ajudar o paciente naquele momento”, observa.



Os atores, inclusive, chegaram a acompanhar o trabalho de profissionais na vida real, para ter mais contato com a dinâmica. “Acompanhamos e foi muito legal, tivemos inclusive a oportunidade de acompanhar um atendimento com a ambulância. Para eles, é um dia normal, mas eles estavam ali nos explicando enquanto estávamos vendo de perto todo aquele trabalho. Ficou muito marcado para a gente e diz muito sobre a série e os personagens”, conta.



Todos os episódios são repletos de cenas de ação. Não há um em que os integrantes da Unidade 53 encontram tranquilidade. Parte importante da ação na série são as cenas de direção. Segundo Bambirra, nenhuma passagem foi feita em estúdio. Ele e Ana Hikari, inclusive, precisaram tirar a carteira de habilitação na categoria D, para dirigir de verdade as ambulâncias.



“Acabou sendo muito interessante, porque estamos muito dentro da ação. Em todas as cenas nós estamos ali, com os outros personagens, e isso fica em um lugar muito verdadeiro e muito importante para essa série que tem um ritmo tão acelerado”, diz Jaffar.



Em meio à vontade de salvar pacientes, os profissionais acabam esquecendo de si mesmos. Há também uma personagem que conquista com poucas cenas: Laura, mãe de Irene, interpretada por Fernanda Montenegro. A senhora, já idosa e debilitada pela idade, foge de casa para jogar bingo e beber caipirinha, além de sempre estar com um cigarro na mão.



Juntos, remetem à música “Balada do louco”, dos Mutantes, –“Eu juro que é melhor não ser o normal / Se eu posso pensar que Deus sou eu / Sim, sou muito louco, não vou me curar / Já não sou o único que encontrou a paz” – responsável por uma das cenas mais bonitas da série.



“EMERGÊNCIA 53”
Série com 10 episódios, disponível no Globoplay

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*Estagiária sob supervisão da editora Silvana Arantes


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