O funk dá o tom no Palco Viaduto, que terá batalha de passinho
Artes visuais, shows e espetáculos de circo também integram a programação do local, identificado com a arte urbana
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O entorno do Viaduto Santa Tereza é daqueles lugares que parecem ter vocação para a ocupação. Diferentes manifestações da cultura urbana, afinal, se encontram durante todo o ano por ali. Na Virada, não vai ser diferente. O local ganhará programação que reúne música, dança, circo, skate, artes visuais e outras expressões ligadas à vida urbana e periférica.
Um dos destaques é a batalha de passinho promovida pelo Funk de Quarta, coletivo criado pelo produtor cultural DJ Grabs. A disputa está marcada para a madrugada de domingo, no Espaço Viaduto do Centro de Referência das Culturas Urbanas (CRCURB), e reúne oito participantes em confrontos individuais até a escolha do vencedor. A programação também terá três DJs e dois grupos de dança de passinho de Belo Horizonte.
O passinho é uma dança que pode assumir diferentes formatos de disputa, com participantes se enfrentando em duplas, trios ou individualmente. Mas, na Virada, a batalha será individual. Dois jurados avaliam os competidores até a definição do vencedor. “Eles analisam desenvoltura, performance, coreografia”, explica DJ Grabs.
Mais do que uma apresentação, a presença do Funk de Quarta no evento tem, para Grabs, um significado relacionado ao próprio território onde a Virada acontece. A cultura urbana e periférica já ocupa espaços como o Baixo Centro, a Rua Sapucaí, o Centro de Referência da Juventude (CRJ), a Praça da Estação e o próprio Viaduto Santa Tereza.
“Essa cultura está sendo produzida o ano inteiro por pessoas que vêm da periferia para o Centro, para ocupar esse espaço. Então, a Virada ajuda a reconhecer uma cena que já existe e se movimenta cotidianamente pela cidade”, diz Grabs.
A ocupação, no entanto, não se resume ao funk. A programação do Palco Viaduto contempla diferentes linguagens. No sábado, a noite começa com a intervenção de artes visuais “Pintura em trânsito”, às 19h, seguida por apresentações musicais de Pedro e Tete, MC Aninha e DJ Eddy Alves. Às 21h45, o grupo DeBH promove batalha de dança Open Style.
MÚSICA E CIRCO
A partir da 0h15 de domingo, passam pelo palco Iza Sabino, Stefanie, Ressonantes, Conexão Kamikazes e Egrégora. Pela manhã, o espaço recebe Black A e, ao longo do dia, a Trupe Estrela, Agbara Groove e Diplomattas, que convida Fernanda Valadares.
Nos Arcos do Viaduto Santa Tereza, haverá circo. A companhia Gamarra se apresenta às 23h de sábado, seguida por Circo do Sufoco, às 2h de domingo, e Híbridus, às 4h. Às 10h, Amigos Rolimã BH levam o esporte e a brincadeira para o espaço, como já é tradição.
No Centro de Referência das Culturas Urbanas (CRCURB), a programação reúne circo, dança, skate, artes integradas, música e artes visuais. Circo Verde e Alef Costa ocupam a madrugada, enquanto o domingo segue com ações como “Cidade em movimento – Descobrindo o skate”, Lord Tuka, Aziza Eduarda, Movimento Black Minas, Caixa Alta Sound System, Visão de Cria e Ratos de Bueiro.
Essa multiplicidade ajuda a entender o papel que a cultura do funk e das manifestações urbanas desempenham para além dos palcos, de acordo com Grabs. “A grande importância da cultura do funk está no quanto ela é transformadora para o indivíduo, no quanto ela é ferramenta de educação e de profissionalismo”, afirma. “Existem várias outras coisas para além do estigma da criminalização”, acrescenta.
A Virada também espalha outras iniciativas pela região central. Entre os projetos associados estão o Ocupa+, na Casa Marina; o Mira! na Virada, na Funarte; a Virada da Comédia, na Praça Raul Soares; o Cura, também na Funarte; e o ELAS Festival, na Rua dos Caetés.
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VIRADA CULTURAL DE BH 2026
Programação completa disponível em https://portalbelohorizonte.com.br/virada.