Virada cultural 2026

Palco Sesc Estação, na Praça da Estação, concentra os maiores shows

Com Alceu Valença no sábado, e Jorge Aragão, no domingo, Hipercentro deve atrair milhares; entorno tem mais atrações nos palcos Bahia e Sula

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Durante 24 horas, o Hipercentro de Belo Horizonte vira palco. Entre as 19h deste sábado (29/8) e as 19h de domingo, a Virada Cultural espalha música, dança, teatro, literatura, circo, cinema, artes visuais, cultura de rua e atividades de bem-estar pela capital mineira.

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Serão 17 palcos e espaços do evento, com ponto de destaque no Palco Sesc Estação, na Praça da Estação, que concentra dois dos maiores nomes da programação. No sábado, às 22h40, Alceu Valença se apresenta. E, no domingo, às 19h20, é a vez de Jorge Aragão.



“Rapaz, vou te falar, eu gosto do palco, viu?”, diz Alceu, animado. “Pra mim, show é vitamina. Vitamina A, de alegria; vitamina H, de Harmonia; e vitamina V, de vitalidade. Gosto muito de fazer shows públicos, porque é a oportunidade de todo mundo ver. Às vezes, algumas pessoas não têm condições de pagar para assistir a um show num espaço privado, então elas vão conseguir ver nesses eventos. E eu faço mesmo. Faço show em tudo que é canto”, afirma.



Em cartaz pelo Brasil e Europa com a turnê “80 Girassóis”, Alceu optou por não condensar o repertório da turnê durante sua participação na Virada. Pelo contrário, ele tem um show diferente, preparado para os festivais. “É onde coloco outras músicas que eu gosto. Algumas que as pessoas costumavam discutir se é rock, ou não. Teve, inclusive, um crítico que, certa vez, disse: ‘O Alceu Valença é o rock que não é rock’”, comenta, referindo-se à canção “Que grilo que dá (Rock de repente)”.



Ainda que leve para o show muitas das músicas consideradas “lado B”, os hits não ficarão de fora. Entre eles, “Tropicana”, “La belle de jour”, “Anunciação” e “Solidão”, que foi composta em Belo Horizonte, num quarto de hotel, depois que Alceu fez um show no Palácio das Artes, na primeira metade da década de 1980.



“Depois do show, voltei sozinho para o hotel. Passei pela portaria, peguei a chave e subi para o sétimo andar. Quando entrei no quarto e fechei a porta, a ‘Dona Insônia’ estava deitada na minha cama. Passei o tempo todo sem dormir. Quando deu três horas da manhã, abri a janela e fiquei olhando a solidão da rua e a solidão da lua. Aí fiz ‘Solidão’”, lembra o cantor.



OUTRAS ATRAÇÕES


A Virada será aberta às 19h de sábado, com o Bloco da Esquina e o Coral Vozes da Esquina, seguido pelo DJ Akila. Às 21h, Aline Calixto apresenta “Clara viva no forró”, em homenagem a Clara Nunes. Na madrugada, passam pelo Palco Sesc Estação Paiol de Tonha, MC Anjim, MC Laranjinha e Felipp Reyz, com show imersivo de tech house. O domingo termina com Bloco Funk You, Simplicidade Samba e Jorge Aragão.



Para circular pela Virada, uma opção é seguir da Praça da Estação pela Rua da Bahia, sentido Afonso Pena. Entre as ruas Carijós e Tupinambás, estará o Palco Bahia. Ali, as atrações transitarão do pagode ao rock, passando pelo Clube da Esquina, samba, música instrumental e forró. Entre os destaques, a feira Rede Social, com Ed Marte e GT Pagode; O Leopardo; Black Mass; Máscara; Falcatrua Sol na Cabeça, com clássicos do Clube da Esquina; Rodrigo Borges, que recebe Marilton Borges; Wild Mary; entre outros.



Um pouco mais adiante, na escadaria do Edifício Sulamérica-Sulacap, também na Rua da Bahia, o Palco Sula aposta na música negra, cultura urbana e diversidade. Cinara Ribeiro abre a programação, com um tributo a Sandra Sá. Depois vêm Dupla Voz, Baile Dancers e Free the Punanys.



Durante a madrugada, o palco recebe Ministereo Público, de Salvador, e Uai Sound System. No domingo, a programação continua com Coral Black to Black, Anderson Lobo, Gabriel Gomes, Hans Landim, Noemi Guimarães e Bia Nascimento, que convidam Analu Braga, e Shabê Furtado.



Na esquina da Avenida Afonso Pena com a Rua da Bahia, o Palco Selo Sesc Minas Musical completa este primeiro circuito. A noite de sábado terá Deh Muss, EZKIEL, Rashid, Pelos e Varanda. No domingo, Guarda de Moçambique Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia de Ouro Preto, Samba de Coco Trupé de Arcoverde, Leticia Leal e Fabinho do Terreiro.

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VIRADA CULTURAL DE BH 2026
Programação completa disponível em https://portalbelohorizonte.com.br/virada.


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