Músico e artista visual Kiko Dinucci é o convidado do podcast Divirta-se
Kiko toca com o Metá Metá no sábado na Autêntica
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Com show marcado neste sábado (14/3) na A Autêntica com o Metá Metá, banda que conta com Juçara Marçal na voz e o mineiro Thiago França no saxofone. No domingo, Kiko vai apresentar o seu trabalho solo no Teatro Municipal de Sabará. O músico e artista visual Kiko Dinucci é o convidado do podcast Divirtase, que conversou com ele sobre sua carreira, o Metá Metá e até os projetos no cinema.
Kiko é paulistano e conta que morou em Guarulhos desde a infância. Ganhou um violão de seus pais, mas, no início, não dava bola para o instrumento. Depois, mais velho, começou a tocar o “power chord”, estilo de tocar com três dedos, mais comum para guitarra. Logo pulou do violão para a guitarra, uma Jennifer, marca brasileira, bem simples, e assim começou a tocar os punks que ouvia, como Ramones e Sex Pistols, bandas que ele enxerga como “quadradas”, mas “o que estava no entorno era Talking Heads, Blondie”. Ainda nesse momento inicial, começou a se voltar ao póspunk, como Joy Division.
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Passado um tempo, mais maduro, Kiko começou a se abrir para a música brasileira: “e aí foi como descobrir o punk de novo”.
Participou de rodas de samba fechadas e a tocar no “Ó do Borogodó”, lugar histórico em São Paulo que existe até hoje. Ali, um amigo apresentou Juçara Marçal e, mais tarde, ela o convidou para tocar em um show no SESC. Thiago França se uniu a eles posteriormente com seu saxofone.
E assim surgiu o Metá Metá. Em 2011, gravaram o primeiro disco, que leva o mesmo nome da banda. O disco foi gravado em fitas, em um processo totalmente analógico, com construção harmônica de pegada experimental. Também se nota a forte presença de referências às religiões de matriz africana. “Dizem que a gente fez pesquisas, mas na verdade isso é a nossa vida, nossa religião”.
No segundo álbum da banda, MetaL MetaL, essa pegada de experimentações com frases sonoras que aparentam estar “soltas”, mas formam uma lógica sensorial para quem escuta se destaca ainda mais.
Essa é a abordagem que Kiko Dinucci leva a todos os projetos que participa, seja no cinema, onde já dirigiu dois filmes, ou como ilustrador.
Além do trabalho musical com o Metá Metá, ele já tocou com nomes como Tom Zé, Jards Macalé, Marcelo D2 e Criolo, e foi um dos autores de algumas das músicas do álbum histórico A Mulher do Fim do Mundo, de Elza Soares.
Serviço: Kiko Dinucci e Metá Metá — sábado (14/03) às 21h na A Autêntica, e tocando solo no Teatro Municipal de Sabará às 18h.
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Veja em: https://youtu.be/ADPVCVAziPQ