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‘Industry’ acentua o tom político na quarta temporada

Novos personagens entram em cena e trama avança para o campo eleitoral e das grandes fraudes financeiras no quarto ano da série, que estreia domingo (11/1)

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Uma mistura de “Succession” com “Euphoria” é uma descrição que cabe bem a “Industry”, série da HBO Max que lança a quarta temporada neste domingo (11/1). O dinheiro atravessa as relações dos personagens, sempre imersos em disputas de poder num contexto que envolve drogas e sexo.

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Na primeira temporada, a trama acompanha um grupo de jovens recém-formados que disputam vagas no banco de investimentos londrino Pierpoint. Ao fim da terceira temporada, a instituição entra em colapso, desestabilizando as carreiras dos personagens centrais.


As protagonistas Harper Stern (Myha'la Herrold) e Yasmin Kara-Hanani (Marisa Abela) têm uma relação de altos e baixos. No encerramento do último ano, as amigas parecem, ao menos temporariamente, deixar mágoas e ressentimentos de lado.


“Acho que elas estão dispostas a ignorar boa parte do passado por dois motivos: primeiro, pela proximidade uma da outra, porque acho que elas gostam disso e, segundo, porque ainda são úteis uma para a outra”, diz Marisa Abela.


Criada, escrita e produzida pela dupla Mickey Down e Konrad Kay, “Industry” foi renovada para a quarta temporada antes mesmo do final da terceira, que teve média de 1,6 milhão de visualizações por episódio.


Harper faz entrada triunfal no primeiro episódio. Sai de um carro com um terno de alfaiataria cheio de camadas, óculos escuros e scarpins pretos de salto fino. A função principal da jovem agora é gerenciar uma conta focada exclusivamente em “short-selling”, um tipo de aposta que lucra com a queda das ações


Aparência

“Parecia que, finalmente, eu tinha chegado lá. Tive a sensação de que ela mereceu isso. A Harper finalmente tem dinheiro, e isso significa poder ter as coisas que ela sempre quis. E agora ela também tem capacidade e tempo para se preocupar com a própria aparência”, diz Myha'la.


Os criadores definem o novo ano como um dos mais “maratonáveis” da série. “Nós descrevemos a temporada como um thriller corporativo. Isso nos permitiu manter a velocidade da série, sua complexidade e densidade, ao mesmo tempo em que construímos uma história realmente envolvente”, afirma Mickey Down.


Enquanto Harper está no auge, Yasmin enfrenta uma crise. Ela estava em um iate com o pai quando ele desapareceu e, embora não o tenha empurrado, ela o viu se afogar sem tentar salvá-lo. Com a polêmica, acaba perdendo o emprego na Pierpoint e enfrenta dificuldades financeiras. “Não sinto que seja uma boa temporada para Yasmin. Vou deixar que as pessoas tirem suas próprias conclusões”, afirma a atriz.


Ela se casa com um herdeiro bilionário para tentar fugir da realidade, mas acaba se vendo no papel de cuidadora de um marido que afunda no abuso de substâncias após o fracasso da própria empresa. “Aos poucos, ela faz um retorno a quem ela sempre foi, mas com mais dureza e com uma sensação de elevação, o que diz tudo o que você precisa saber”, adianta Marisa Abela.


Difícil de gostar

Para Myha'la Herrold, embora muitos tentem, tentar classificar qualquer um desses personagens como bondoso ou malvado é perda de tempo. “Acho que as pessoas adoram falar sobre como essas mulheres são difíceis de gostar, ou que a gente ama odiá-las, ou odeia amá-las, ou seja lá o quê. Mas o motivo pelo qual as pessoas continuam voltando a esses personagens é que eles são humanos. Eles não são perfeitos, não são ideais, não são estereótipos, não são uma coisa só.”


Robert Spearing, por sua vez, encerra a terceira temporada deixando para trás o mundo bancário e sua relação conturbada com Yasmin. Fora da narrativa, o ator deixa a série para se dedicar a novos projetos.


“Ele era uma peça central e uma âncora importante para muita gente, por causa da jornada, da empatia e da alma que carregava”, diz Konrad. “Achamos que demos a ele uma saída orgânica e satisfatória. Nunca sabemos qual é o futuro de um personagem. Não é como se ele estivesse morto dentro do universo da série”, completa Mickey Down.


Logo no início do primeiro episódio, surgem personagens totalmente desconhecidos do público. Hayley Clay (Kiernan Shipka), uma executiva, e James Dyker (Charlie Heaton), um jornalista financeiro. Os dois vivem um caso de uma noite que termina mal quando ela descobre que ele tenta extrair informações profissionais.


“São intérpretes incrivelmente talentosos. Foi um prazer escrever e dirigir para eles. A série se expandiu além de sua proposta original e agora ocupa novos territórios”, afirma Down. “Mal posso esperar para que o público conheça esses novos personagens. A série não teria sobrevivido nesta temporada sem o elenco que reunimos”, diz Konrad.


Embora não siga fielmente a realidade, “Industry” se alimenta de elementos concretos do nosso tempo – política, economia e mídia. Na quarta temporada, a ideia central foi contar a história de uma fraude, inspirada em diferentes casos reais, ao mesmo tempo em que a série revisita os últimos anos da política global.

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Entre os temas está a ascensão de projetos autoritários e autocráticos de direita em democracias consolidadas. “Queremos refletir a realidade, mas também criar uma versão ficcional dela. Isso dá mais força à história”, comenta Konrad. Na frente política, a nova temporada procura aprofundar a discussão sobre a interseção entre fascismo e capitalismo, apontada pelos criadores como um dos temas centrais do ano.

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