Edson Cruz lança o álbum 'Concepção samba'
Cantor de BH propõe roda com menos sambistas, apostando em clima mais íntimo e poucos instrumentos. Ele gravou releitura de 'Nós dois', de Celso Adolfo
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Com seis canções autorais e a releitura de “Nós dois”, canção romântica de Celso Adolfo, o álbum “Concepção samba”, do cantor e compositor mineiro Edson Cruz, tem um clima diferente das rodas que reúnem sambistas pelo Brasil.
“Cada faixa traz, além da voz, apenas quatro ou cinco instrumentos tocados no mesmo instante”, explica Edson, revelando que procurou valorizar “o ambiente de amigos”, mas manteve a fidelidade ao samba.
Arranjos e direção musical são assinados por Dé Lucas, que toca violão e cavaquinho. Participam do disco Luiz Enrique (violão e guitarra), Cícero Lucas (percussão), Tico (percussão) e Luiz Bueno (trombone).
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Compositor conhecido da cena mineira, Dé Lucas estreia como arranjador e diretor musical. A parceria dele com Edson vem desde 2018, quando lançaram o álbum “Mãos”. Ambos são ligados ao Aglomerado da Serra, na Região Centro-Sul de BH.
“Concepção samba” tem produção musical de Luiz Enrique e direção artística de Wladmir Garcia. Cruz explica por que buscou sonoridade diferente daquela ouvida nas rodas tradicionais. “Quis fazer a essência do samba, mas com menos elementos. Isso para mostrar para quem ouvir, principalmente no meio do samba, que é possível fazer uma roda mais íntima, mais tranquila, com menos gente.”
Um dos motivos desta opção foi a remuneração dos participantes. “Ia às rodas, via grupos com 10, 12 integrantes. Como sou muito amigo do Dé Lucas, perguntei quanto os músicos ganham para tocar nos bares. Quando soube o valor do cachê, aquilo me impressionou. Disse para ele: mas se vocês dividem isso para 12, dá muito pouco para cada um.”
Cruz diz que seu projeto permite pagar melhor os músicos. “Chamamos o Luiz Henrique para trabalhar conosco, tocando violão, guitarra e para fazer a mixagem. Fomos para o Estúdio Galvani e começamos a gravar, sem ensaio, comigo e o Dé puxando. Ele chamou o filho, Cícero Lucas, para tocar percussão, seu primo Tico, também na percussão, e o genro, o trombonista Luiz Bueno.”
O resultado foi positivo, afirma Edson. “Fiquei muito feliz, Celso Adolfo também ficou feliz com ‘Nós dois’ em ritmo de samba”, diz.
Cruz elogia a cena sambista de BH, com casas lotadas. “Tem o Topo do Serrão, no São Lucas, espaço bacana com uma vista maravilhosa. O Três Pretos, no Caiçara, também é muito legal, além do Bar do Kaká, com o trabalho da Adriana Araújo.”
O compositor chama a atenção para o Kizomba Cultural. “Produzido pelo capoeirista Wallace e sua esposa, envolve diversas atividades com nomes ligados à cultura afro-brasileira. Eles dão espaço para gente de 25 a 80 anos e sempre trazem um ícone do samba. O Moacyr Luz já veio. É um projeto que movimenta a cidade”, afirma Cruz.
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“CONCEPÇÃO SAMBA”
Álbum de Edson Cruz
Sete faixas
Disponível nas plataformas digitais