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As pesquisas apontam placares na pré-campanha presidencial, com os pré-candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se revezando em eventual liderança das intenções. De tudo, o certo é que o quadro está radicalizado entre o lulismo e o bolsonarismo, impedindo o surgimento e avanço de uma terceira via. Flávio, o filho 01 do ex-presidente Jair, chegou e ficou competitivo rapidamente não por méritos próprios, mas por representar o legado político do pai.
Tanto é que, nas projeções de segundo turno, quando se alternam os adversários, Lula teria situação de empate técnico contra todos, desde Flávio, Ronaldo Caiado (PSD) a Romeu Zema (Novo). Já no placar de primeiro turno, Zema e Caiado amargam pontuação de apenas um dígito. Tudo somado, o que teremos é, de um lado, o lulismo e, do outro, os antipetistas, sejam eles bolsonaristas raiz ou da direita associada.
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Flávio, Caiado e Zema não têm votos para chegar lá sozinhos e só ficarão competitivos se forem os únicos representantes do campo contra o petista. Nas pesquisas, nos debates e nas urnas, o cenário será Lula contra todos. Tem sido assim nos últimos anos. Em 2014, a então candidata à reeleição Dilma Rousseff alcançou 44% e disputou o segundo turno contra o tucano Aécio Neves, que obteve 26% e Marina Silva, 24% um dia antes da votação, segundo o Datafolha.
Kalil pode triplicar tempo de TV
Depois de ganhar o apoio da federação Rede-Psol, o pré-candidato a governador Alexandre Kalil (PDT) foi convidado pelo presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, para um encontro. Almoçaram, nesta quarta (15), em Brasília, na casa do presidente estadual do PSDB mineiro, o deputado Paulo Abi-Ackel. Kalil saiu de lá animado e fazendo contas. Se a aliança der certo, terá o tempo de rádio e TV triplicado na futura campanha eleitoral. O tempo do PDT é semelhante ao da Rede-Psol e dos tucanos. Além de sair do isolamento, Kalil ganha espaço para levar sua mensagem e viabilizar a terceira via. Ele e o tucano não querem aproximação com o lulismo e o bolsonarismo.
Narrativas do outro mundo
O bolsonarismo diz que a terra é plana e que o Brasil não teve ditadura em 1964 nem tentativa de golpe em 2023; muitos acreditam. Na terça (14), comemoram que a CPI do Crime Organizado iria pedir indiciamento de ministros do STF e do procurador-geral da República. Conseguiram as manchetes e 24 horas depois tiveram que reconhecer a realidade de rejeição do relatório bolsonarista da CPI. Ao focar no Supremo, conseguiram poupar os verdadeiros criminosos, traficantes e milicianos, que, no Rio de Janeiro, chacinaram mais de 120. Por quê? Porque não dá voto.
Batismo de fogo
O novo presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Iguatama, Lucas Lopes (PSB), escolheu Brasília como palco de estreia da nova missão. Na terça (14), reuniu-se e alinhou pautas com o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, e participou de eventos de posse do novo ministro da coordenação política do governo Lula, José Guimarães (PT). No dia seguinte, passou pelos gabinetes do deputado Igor Timo, coordenador da bancada federal mineira, e dos senadores Rodrigo Pacheco (PSB) e Cleitinho Azevedo (Republicanos). O dirigente municipalista convidou todos para o 41º Congresso Mineiro de Municípios, a ser realizado nos dias 5 e 6 de maio próximo, no Expominas.
AMM ouvirá pré-candidatos
Em seu tradicional congresso, a AMM vai abrir também a sucessão estadual, levando todos os pré-candidatos a governador e a senador. Eles irão conversar com os prefeitos e vereadores mineiros, adiantando o que pretendem fazer se eleitos. A oportunidade será única para os futuros candidatos majoritários. Em 1994, o então líder das pesquisas, Hélio Costa, foi ouvido por uma plateia lotada no MinasCentro (Centro de BH) no mesmo congresso. Teve maior satisfação ainda quando saiu de lá, levando a maioria dos prefeitos com ele, deixando o espaço esvaziado para o discurso do concorrente, o tucano Eduardo Azeredo, que, ao final, foi eleito governador.
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Se Zema mantiver candidatura vai asfixiar Simões
Direitos indígenas
Há dois anos, nesse mesmo período, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) premiou o Judiciário mineiro pelo projeto “Cidadania, Democracia e Justiça aos Povos Originários em Minas Gerais”. A medida é baseada na metodologia da escuta ativa que direciona as ações do Judiciário para as principais demandas das comunidades indígenas, sempre levando em conta a cultura, o território e os direitos de cada povo. “Elas visam dar protagonismo aos indígenas para que manifestem seus desejos e necessidades”, disse o autor do projeto, o juiz Matheus Miranda. Nesta sexta (17), os indígenas irão ao Tribunal de Justiça para celebrar o dia deles (19) e conquistas pelo direito reconhecido.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
