Francisco Iglesias
Francisco Iglesias
Fundador da Startup Juventude Reversa | Empreendedor Social | Artista Visual | Engenheiro na Área de Telecom
JUVENTUDE REVERSA

Mulheres vivem mais, mas envelhecem com desigualdades acumuladas

No Dia Internacional da Mulher, dados mostram que elas vivem mais, mas enfrentam desigualdades acumuladas ao longo da vida e também na maturidade

Publicidade

Mais lidas

No último 8 de março, o mundo celebrou mais uma edição do Dia Internacional da Mulher. Em 2026, as Nações Unidas escolheram um tema direto: “Direitos. Justiça. Ação. Para todas as mulheres e meninas.” A proposta vai além da celebração simbólica da data e aponta para uma agenda concreta: derrubar barreiras legais e estruturais que ainda limitam a igualdade de gênero.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Os dados ajudam a explicar a urgência. Segundo a ONU, as mulheres possuem hoje cerca de 64% dos direitos legais garantidos aos homens em todo o mundo, permanecendo em desvantagem em áreas fundamentais como trabalho, segurança, família, propriedade e mobilidade. No ritmo atual de mudanças, estima-se que seriam necessários 286 anos para eliminar essas lacunas jurídicas. O debate sobre igualdade, portanto, não é apenas cultural ou político — ele também é uma questão de tempo.

Porque envelhecer sendo mulher não é apenas viver mais, é atravessar mais tempo de desigualdades acumuladas. Em praticamente todos os países, as mulheres têm expectativa de vida maior do que os homens. No Brasil, essa diferença supera sete anos. À primeira vista, trata-se de uma conquista civilizatória. Na prática, porém, ela também revela um paradoxo: viver mais não significa necessariamente viver melhor.

Ao longo da vida, mulheres tendem a receber salários menores, interromper mais vezes suas carreiras para cuidar de filhos ou familiares e, por consequência, contribuir menos para sistemas previdenciários. Na maturidade, essas diferenças acumuladas tornam-se mais visíveis.

No mercado de trabalho, o etarismo também pesa. Mulheres acima dos 50 anos frequentemente enfrentam mais dificuldade de reinserção e menor reconhecimento de experiência. Trata-se de um exemplo claro de interseccionalidade: idade e gênero atuando juntos na produção dessas desigualdades.

O Brasil terá eleições em 2026. Será que os partidos e candidatos estão pensando seriamente nas condições de vida e trabalho das mulheres ao longo de todo o ciclo da vida — inclusive na maturidade — ou o tema continuará aparecendo apenas em discursos simbólicos e nas exigências formais de cotas de gênero? Se viver mais já é uma realidade, a pergunta passa a ser outra: que condições estamos criando para que essas décadas adicionais sejam produtivas, seguras e dignas?

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay