Jaeci Carvalho
Jaeci Carvalho
Jaeci na Copa

A tática espanhola superou a arte francesa

A Espanha jogou um futebol pragmático, de marcação perfeita, e acabou por desbancar a arte dos franceses

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Miami (EUA) – Toda vez que uma grande seleção, que privilegia a arte, o toque, o drible e o gol é eliminada, me sinto triste e vejo que o futebol verdadeiro está morrendo. Entendo que a Espanha jogou um futebol pragmático, de marcação perfeita, e acabou por desbancar a arte dos franceses, mas esse sentimento de perder a essência do futebol me incomoda.

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Os espanhóis estão na final da Copa do Mundo, sofreram apenas 1 gol em jogo com Gana, e na partida de ontem, o goleiro Unaí Símon não foi molestado pelo poderoso ataque francês. Aliás, foi assim nas decisões da Nations League e da Eurocopa. Os espanhóis sabem muito bem como parar a arte francesa, e conseguiram a façanha, mais uma vez.


Coisas do futebol, que nem sempre premia a melhor equipe, mas, que tem premiado as mais eficientes em marcação. Rodri foi um monstro no meio-campo, e olha que eles nem precisaram do craque, Lamine Yamal, que nesta Copa tem sido muito fraco.


Um pênalti infantil e imbecil, cometido pelo lateral Digne, deu início à derrocada da França. Seus atacantes poucos produziram, não por falta de talento, mas, sim, pela forte marcação espanhola. Mbappé foi quem mais tentou, mas sempre havia alguém na sobra.


Como explicar que um ataque com tantos recursos e jogadores de altíssimo nível não deu um chute a gol em 90 minutos? É simples: destruir é mais fácil do que construir, e foi isso que a Espanha fez. Ela não se incomodou em atacar, mas, sim, em não deixar a França jogar. Armou uma marcação quase perfeita, que inibiu os craques, que não os deixou tabelar, que deixou Olise como um jogador comum. A França foi totalmente envolvida e não conseguia penetrar na área francesa.


Quando Dechamps mudou o time na etapa final, sofreu o golpe do segundo gol, e aí as coisas ficaram mais difíceis ainda. As substituições não deram certo, pois os espanhóis não davam espaço. Poderiam até ter feito o terceiro gol, mas não se expuseram.


Eles apostaram em um time jovem, comprometido com o esquema tático do treinador, ao ponto de ter no zagueiro de 19 anos, Cubarsi, um dos caras que enfiam as bolas para os atacantes. Um time muito bem treinado, com funções bem definidas. A França não conseguiu sair da armadilha e se limitou a dois chutes de Dembelé, quando o jogo já estava nos acréscimos. Muito pouco para um time de quem se esperava tanto.


Hoje, será a vez de Argentina x Inglaterra decidirem quem vai encarar a Espanha. Claro que torcerei pelos ingleses, que não ganham nada há 60 anos. Por Bellingham e Kane, jogadores altamente técnicos, que darão a diferença.


A Argentina chegou até aqui ajudada pela arbitragem, que quer ter Messi na final, a mando de quem eu não sei. Os argentinos têm sido racistas com os brasileiros, imitando macacos e nos agredindo. Então, que eles se explodam e sejam derrotados, dentro de campo, pelo futebol solidário da Inglaterra, que aprendeu a jogar com a bola no chão.

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Por uma final europeia e, de preferência, com a vitória inglesa. Pelo bem da arte de Kane e Bellingham, que a Inglaterra ganhe o bicampeonato mundial, depois de 60 anos. God save the king (Deus salve o Rei).

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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